terça-feira, 12 de dezembro de 2017

COMANDANTE DOS BOMBEIROS DE PEDRÓGÃO GRANDE CONSTITUÍDO ARGUIDO


O comandante dos bombeiros de Pedrógão Grande foi hoje constituído arguido na sequência dos incêndios naquele concelho, depois de ter sido ouvido pelo Ministério Público no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Leiria, disse a sua representante.

Magda Rodrigues, advogada da Liga dos Bombeiros Portugueses, não precisou os eventuais crimes pelos quais o bombeiro voluntário de Pedrógão Grande está indiciado, mas disse que Augusto Arnaut está "tranquilo".

Hoje de manhã, o segundo comandante distrital de Leiria, Mário Cerol, também confirmou ser arguido na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande, que deflagraram em 17 de junho e que provocaram a morte a 64 pessoas. Uma outra pessoa morreu atropelada quando fugia do fogo e, recentemente, uma mulher morreu no hospital, cinco meses depois de ter sido internada na sequência dos incêndios.

Conosaba/Lusa

«FUMO BRANCO» PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU CONVOCA PAIGC PARA REUNIÃO PARA DISCUTIR SAÍDA DA CRISE POLÍTICA

Foto/arquivo

O Presidente guineense, José Mário Vaz, convocou a direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para um encontro, na quarta-feira, para discutir uma saída para crise política no país, disse à Lusa fonte partidária.

Segundo a fonte, José Mário Vaz solicitou a comparência no palácio da presidência, na quarta-feira, às 10:00, do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e três elementos da direção daquela formação politica.

A mesma fonte notou que Domingos Simões Pereira se encontra ausente no estrangeiro pelo que, assinalou, a delegação será chefiada por Carlos Correia, primeiro vice-presidente do PAIGC, e outros elementos.

O PAIGC é o vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau mas devido às divergências com o chefe do Estado, está arredado do poder, quando José Mário Vaz derrubou, através de um decreto presidencial, o governo, então liderado por Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015.

Desde então a Guiné-Bissau tem conhecido uma crise política e governativa, ao ponto de a Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) propor um documento, denominado Acordo de Conacri, visando a saída da crise.

Mesmo depois da formalização do acordo, a crise persistiu.

Quatro dos cinco partidos com assento parlamentar, entre os quais o PAIGC, não reconheceram o governo, formado na sequência do Acordo de Conacri, por acusarem o Presidente guineense, José Mário Vaz, de o ter violado.

A carta enviada pelo chefe do Estado guineense indica que a reunião terá como finalidade análise em conjunto, entre José Mário Vaz e o PAIGC, sobre o Acordo de Conacri.

Conosaba/Lusa

FMI DESEMBOLSA 3,65 MILHÕES DE EUROS A GUINÉ-BISSAU E CONSIDERA SATISFATÓRIA EVOLUÇÃO ECONÓMICA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje o desembolso de 4,3 milhões de dólares (3,65 milhões de euros) para a Guiné-Bissau no quadro do Programa de Extensão de Crédito e considerou satisfatória a evolução económica, embora com reservas.

Num comunicado, o FMI indica que a decisão foi tomada após a conclusão da quarta revisão do programa, realçando que, ao abrigo do procedimento, a soma disponibilizada para a Guiné-Bissau ascende já a 19,8 milhões de dólares (16,79 milhões de euros)

Tao Zhang, que liderou a missão de avaliação a Bissau e que integra o Conselho de Administração do FMI, sublinhou no comunicado que a implementação das políticas económicas na Guiné-Bissau tem sido satisfatória e em linha com os objetivos do programa financiado pelo Fundo.

"O crescimento económico tem continuado forte, apoiado nos preços mais elevados das matérias-primas, ao mesmo tempo que melhora a receita fiscal, o que tem permitido manter a estabilidade económica", sublinhou Tao Zhang.

No entanto, para o FMI, o reforço do sistema bancário "é crítico" para a estabilidade do setor financeiro, enquanto as receitas fiscais, apesar de terem melhorado, são ainda baixas.

"As baixas receitas governamentais indicam a necessidade de reforçar o sistema fiscal. Terão de ser feitas reformas estruturais específicas para criar um espaço fiscal que priorize as despesas sociais e o investimento, de forma a garantir os resultados desejados", salientou.

Segundo Tao Zhang, os empréstimos para projetos prioritários devem continuar a ser contidos e devem estender-se o mais possível ao "financiamento concessional".

O Governo guineense deve também apresentar planos para melhorar a gestão da rede pública de eletricidade e de água canalizada, garantindo, paralelamente, transparência financeira nas empresas públicas.

Também crítico para manter o crescimento económico, criação de emprego e redução da pobreza é a melhoria do ambiente de negócios, sublinhou Tao Zhang.

"Para garantir o investimento privado e permitir a diversificação económica", alertou o responsável do FMI, "é necessário também o reforço do Estado de Direito, a promoção de políticas de estabilidade e apostar na transparência nos assuntos governamentais".

"Em paralelo, as autoridades (guineenses) têm de avançar com iniciativas visando reduzir a corrupção e combater a lavagem de capitais e o financiamento ao terrorismo", frisou.

O Programa de Extensão de Crédito para a Guiné-Bissau, de três anos, foi aprovado pelo Conselho de Administração do FMI a 10 de julho de 2015 e visa restaurar a estabilidade macroeconómica e melhorar a eficiência dos serviços públicos, bem como reforçar o crescimento inclusivo.

Segundo o FMI, o empenho da Guiné-Bissau no Programa tem sido "forte" e os resultados são "satisfatórios", uma vez que todos os critérios de desempenho e as metas indicativas foram atingidos em junho.

No entanto, ressalvou o FMI no comunicado, duas das metas ficaram por atingir -- operações de gestão da dívida e os relatórios financeiros da empresa pública de eletricidade.

Conosaba/Lusa

«20 DE DEZEMBRO - DIA DO CONSUMO NACIONAL» 2ª EDIÇÃO - A FESTA DO PEIXE EM BISSAU


DOKA INTERNCAIONAL- DOSSIER VERMELHO- BOTCHÉ CANDÉ




IRÃO APOIA A NOVA INTIFADA PALESTINIANA CONTRA ISRAEL


A Presidência iraniana e os Guardas da Revolução deram o seu apoio aos movimentos de resistência palestiniana e instaram-nos a continuar a "intifada", em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita.

"Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova 'intifada' continuará o seu caminho correto", disse Hassan Rohani numa conversa telefónica durante a noite com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 07 aos palestinianos para começarem uma terceira 'intifada' ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

"Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la", sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, "o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos".

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova 'intifada' "vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas", segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas "Azedin al Qasam", braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar "todo o apoio necessário" às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado "eixo da resistência" contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

Conosaba/noticiasaominuto

«BÊS-MOONHA» FMI APROVA DESEMBOLSO DE 2.4 BILIÕES DE FRANCOS CFA A FAVOR DE GUINÉ-BISSAU


O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou esta segunda-feira (11 de Dezembro) o desembolso de 2.4 bilhões de francos CFA concluindo assim a consulta do artigo IV de 2017 com a Guiné-Bissau depois de ter concluído a quarta revisão do programa de facilidade de crédito alargado.

Para justificar o desembolso, FMI considerou que a economia está crescendo fortemente e a situação fiscal melhorou consideravelmente apoiado por condições favoráveis de comércio, crescimento real do PIB em média de 6% em 2015-16, com um dinheiro arrecadado na conta corrente externa e a inflação abaixo de 2% ao ano.

No encontro com a imprensa, o representante do FMI no país Óscar Melhado afirma que o conselho de administração do FMI deu esta consideração com base nos progressos obtidos e na disciplina nas finanças públicas.

«Quero alertar a Guiné-Bissau que continue neste caminho e penso que três principais pontos para 2018 passam pela boa política do sector de caju, um cuidado particular em todos os investimentos a dar ao sector de energia onde o país vai passar de uma geração de menos de 11 MW a procurar produzir em média prazo mais de 60 MW de energia e continuar com os trabalhos rigorosos nas finanças públicas acrescentando nas receitas uma base legal e acrescentando das despesas particularmente aquilo que vai para o sector social e o sector privado» 

Para a Secretária de Estado do Tesouro Felicidade Brito Abelha, estes resultados os encoraja a continuar a aplicação de uma gestão criteriosa e transparente na tesouraria, tendo sublinhado que o ministério das finanças vem desenvolvendo um trabalho extremamente difícil num contexto em que as finanças públicas têm parcos recursos para satisfazer as inúmeras necessidades do país.

O FMI reconheceu ainda que gestão financeira publica melhorou e o deficit orçamental de 2017 é projectado a cair abaixo dos 2% do PIB, mais do que reduzir à metade o nível de 2016.

Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do Porto