sábado, 23 de setembro de 2017

ENTREVISTA COM PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU, MANEL...

O PRIMEIRO MINISTRO GENERAL SISSOKÓ EMBALÓ RECOLOCOU A GUINÉ BISSAU NA BOCA DO MUNDO, PELA POSITIVA. OBRIGADO ABAPUNDJA -PRESIDENTE JOMAV


A AGÊNCIA PORTUGUESA DE NOTICIAS "LUSA" ENALTECE:


Guiné-Bissau vai "ultrapassar impasse político" com ajuda de parceiros internacionais - Primeiro-ministro

Lusa22 Set, 2017, 07:40 | Mundo

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou que o país vai ultrapassar o impasse político e institucional, que vive há dois anos, com a ajuda dos parceiros internacionais, como a comunidade lusófona e a ONU.


Na intervenção, de cerca de 16 minutos, o primeiro-ministro guineense disse estar satisfeito por estas organizações terem voltado a colocar a situação política da Guiné-Bissau nas suas agendas, e referiu o Acordo de Conacri, de 14 de outubro de 2016.


Patrocinado pela CEDEAO, o Acordo de Conacri prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento guineense e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado.

"Continuamos a viver um período de desafios institucionais na Guiné-Bissau, para os quais o Acordo de Conacri delineou soluções em outubro de 2016. São desafios ao funcionamento de algumas das nossas instituições fundamentais, nomeadamente o parlamento e governo", disse.

Umaro Sissoco Embaló sublinhou, no entanto, que "reina a paz civil" no seu país, e que "não há relatos de violações dos direitos humanos universais".
"O Estado e a sociedade civil estão muito longe de qualquer colapso político. Felizmente não estamos a contar mortos nem feridos na Guiné-Bissau, nem estamos a avaliar danos a propriedades públicas resultantes de qualquer colapso na autoridade do Estado", afirmou.

Umaro Sissoco Embaló falou também da economia guineense, indicando que as exportações de caju "bateram todos os recordes, o que teve um impacto positivo no ambiente social" do país.

Por outro lado, sublinhou que "o controlo das finanças públicas foi recentemente elogiado pelo Fundo Monetário Internacional e outros parceiros multilaterais".

O primeiro-ministro guineense disse que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU são também os desafios do seu país, mas alertou que "nenhuma estratégia de desenvolvimento é merecedora de tal título se, no caso da Guiné-Bissau, não começar com a colocação da segurança alimentar de forma sustentável no coração do conceito".

"Deixar que a Guiné-Bissau, um país com uma reconhecida ampla capacidade de produção agrícola, escorregue na dependência de elevados volumes de importação de arroz todos os anos foi certamente um dos piores erros económicos feitos", disse.

"O desafio que enfrentamos é muito claro: é o desafio político e económico da segurança alimentar, é o desafio moral de acabar com a fome, é um teste para assegurar uma situação de `fome zero` na Guiné-Bissau", acrescentou.

No plano interno, deixou ainda uma referência às mulheres, afirmando que na Guiné-Bissau elas "ainda estão longe de assumir o papel que merecem na sociedade e nas instituições em geral".

"A política de igualdade do género, e em específico a igualdade de oportunidades para as meninas e mulheres, é sem dúvida um teste para a democracia no meu país. É um grande desafio para os partidos políticos e para todos os responsáveis do governo", afirmou, instando "todos os atores políticos, económicos e sociais no país" a defenderem "os direitos das mulheres e, em geral, a promoção dos direitos humanos" na Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embaló abordou ainda "as ameaças potenciais para ambas as ordens constitucionais internas dos Estados e a instabilidade política" na sub-região, apontando que "ações terroristas estão a afetar o Burkina Faso, o Mali, o Níger, a Costa do Marfim e a Nigéria, com claras consequências para a paz, coesão social e estabilidade".


Nesse sentido, o primeiro-ministro guineense defendeu que é necessário trabalhar em conjunto com a ONU e respetivas agências especializadas e com os parceiros internacionais para "transformar a sub-região num bastião de paz e segurança interna, e por extensão, num bastião na segurança internacional".

LUSA

Conosaba//http://faladepapagaio.blogspot.pt/


GUINÉ-BISSAU DETERMINADA EM "ULTRAPASSAR O IMPASSE POLITICO E INSTITUICIONAL



Chefe do governo destacou na Assembleia Geral que paz civil reina no país; Para Umaro Sissoco Embaló, governo e sociedade civil estão longe de ruptura política; discurso sublinhou aposta na agricultura, no empoderamento feminino e em cumprir Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, dedicou parte de seu discurso na Assembleia Geral à explicação do estágio da crise política e institucional vivida desde 2015, quando o presidente José Mário Vaz demitiu o governo eleito do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

"São dificuldades que se prendem com a articulação política de algumas das nossas instituições políticas centrais, nomeadamente o Parlamento e o governo. Mas é com muita responsabilidade que trago ao conhecimento de vossas excelências que no meu país reina a paz civil. Não se registam violações dos direitos universais que justifiquem a queixa ou suscitem preocupações dignas de registo nos indicadores de segurança pública, de pessoas e bens não se afastam de um padrão da normalidade."

Convicção

O chefe do governo guineense disse ter convicção de que o problema terá solução após várias entidades se terem mostrado disponíveis a dar apoio.

"Registamos com satisfação o facto de a União Africana, na sua última cimeira reunida na capital Addis Abeba da Etiópia, o Conselho de Ministros da Cplp reunido em Brasília, a capital do Brasil, bem como as Nações Unidas terem retomado nas suas agendas a sua política na Guiné-Bissau. Com a paciência, a sabedoria e a solidariedade dos nossos parceiros internacionais, da Cedeao, da União Africana, da Cplp, e o próprio secretário-geral das Nações Unidas que mantém na Guiné-Bissau o ser representante especial vamos ultrapassar o impasse político e institucional que ainda perdura no meu país.

Determinação 

Vários líderes mencionaram o desejo de retomada do funcionamento normal de instituições na Guiné-Bissau. Antes, o Conselho de Segurança disse estar disposto a responder a um agravamento da crise e revelou preocupação com o aproximar das eleições legislativas e presidenciais agendadas para 2018 e 2019.

No seu pronunciamento, o primeiro-ministro guineense garantiu que uma nova quebra de relação estaria distante.

"O Estado e a sociedade civil estão muito longe de atingir um limiar da ruptura política. Enfim, na Guiné-Bissau, felizmente não se contam mortos nem feridos nem sequer se avaliam danos provocados no património público que resultam da quebra da autoridade de Estado. A última Cimeira da Cedeao que se reuniu na cidade de Monróvia, apostou na determinação dos próprios guineenses resolverem internamente os problemas que se prendem com o impasse político e institucional que perdura há quase dois anos".

Desenvolvimento

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, destacou que alcançar a segurança alimentar é o pilar da estratégia de desenvolvimento do país que atua para atingir a Fome Zero.

O governante declarou que os resultados da nova campanha de castanha de caju quebraram recordes e tiveram um impacto positivo no ambiente social no país.

Em relação à situação económica, o primeiro-ministro disse que aos servidores públicos recebem salários regulares e o serviço da dívida externa e interna não registam atrasos. Ele contou que o controlo das finanças públicas foi elogiado por parceiros como o Fundo Monetário Internacional.

O pronunciamento destacou ainda a solidariedade guineense com o combate ao terrorismo no Sahel, o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas e o empoderamento feminino.


maro Sissoco Embaló disse que o Estado e a sociedade civil estão muito longe de atingir um limiar da ruptura política na Guiné-Bissau.

GUINÉ-BISSAU VAI TER TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE - GOVERNO



O Governo da Guiné-Bissau fez uma parceria com uma empresa chinesa para instalar no país Televisão Digital Terrestre (TDT), anunciou hoje o ministro da Comunicação Social, Vítor Pereira.

"Estamos muito avançado nesse processo, como uma empresa com quem assinamos um contrato, a mudar o paradigma daquilo que existe em termos técnicos hoje em dia", afirmou, em conferência de imprensa, o ministro da Comunicação Social.

Segundo Vítor Pereira, a mudança do analógico para o digital é uma "exigência da União Internacional das Telecomunicações" e a Guiné-Bissau está a trabalhar com a empresa chinesa Startimes.

"Os trabalhos estão muito avançados e que vão ser concretizados a breve trecho", disse.

Vítor Pereira salientou que o processo não é fácil, mas a Televisão Digital Terrestre vai ser feita através de uma parceria público-privada com a criação de uma empresa, que vai passar a emitir os sinais de toda a gente.

A atualização do sistema de difusão na Guiné-Bissau vai ser acompanhada, segundo o ministro, de uma "reforma" nos órgãos de comunicação social guineenses, nomeadamente ao nível da formação e melhoria dos equipamentos.

"Eu reconheço a precariedade existente e o que quereria reafirmar é que apesar das grandes dificuldades que o país atravessa, com as próprias carências erário público, o Governo não poupa esforços no sentido de resolver os problemas", sublinhou.

Conosaba/Lusa


MINISTÉRIO PÚBLICO DA GUINÉ-BISSAU ARQUIVA PROCESSO CONTRA PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO

Presidente da Federação de futebol, Manuel Lopes


O Ministério Público da Guiné-Bissau arquivou os processos de inquérito contra o presidente da Federação de futebol, Manuel Lopes, por "carência de indícios", disse fonte judicial.

Segundo o despacho do magistrado Blimat Sanhá, titular do processo de inquérito às denúncias de alegada corrupção na federação, apresentadas no início do ano por Inum Embalo, ex-vice-presidente daquela instituição, as diligências contra Manuel Lopes "vão parar por aqui".

O magistrado fundamenta a sua decisão com inexistência de "indícios suficientes" para avançar com a acusação contra o presidente da federação, a secretária-geral, Virgínia da Cruz, bem como a secretária do próprio líder federativo, Denilza Cá.

Os três elementos, que foram constituídos suspeitos nos autos e ouvidos no Ministério Público, foram apontados por Inum Embaló, como tendo sido autores de desfalques nas contas da Federação na ordem de mais de mil milhões de francos CFA (cerca de 1,5 milhões de euros).

As denúncias e desmentidos de alegadas suspeitas de corrupção na Federação de futebol marcaram praticamente todo ano de 2016 nos meios desportivos guineenses.

Fonte da Federação disse à Lusa que não está de parte a possibilidade de a instituição entrar com um processo contra Inum Embaló, "pedindo a reparação de danos morais e ao bom-nome dos lesados".

A mesma fonte adiantou que a decisão que for adotada será submetida à apreciação dos associados no congresso da Federação marcado para 14 de outubro, em Bissau.

A Lusa tentou contatar Inum Embaló, mas sem sucesso.

Conosaba/Lusa

PRIMEIRO-MINISTRO ADMITE FALTA DE ESTRATÉGIA PARA ENCARAR DESAFIO DA SEGURANÇA ALIMENTAR



O primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embalo, diz que na Guiné-Bissau não existem estratégias dignas para atingir os Desafios do Desenvolvimento Sustentável que inclui a segurança alimentar e que aconselha acabar com fome até 2030

Umaro Sissoco Embalo que falava, esta quinta-feira (20), nas Nações Unidas, durante a durante a 72ª Assembleia Geral da organização, diz ainda que a Guiné-Bissau depara com erros da política económica, sendo que, importa a maior parte do arroz.

“Cair na dependência de anualmente importar muito arroz para o seu consumo foi, certamente, um dos maiores erros da política económica. Os desafios que estamos a enfrentar e nos seus termos muito claro é o desafio político e económico da segurança alimentar, é o desafio moral de enfrentar a pobreza e é o teste de assegura a fome zero (0) ”, sustenta.

Sissoco Embalo diz ainda que existem progressos aos cuidados sanitários no país, no entanto, pede o apoio das organizações internacionais.

“Não vemos nenhum contexto de pobreza conceituada e a carência nutricional que se pode almejar uma boa educação nas nossas crianças”, sustenta.

O Objectivo do Desenvolvimento Sustentável número cinco (05) pede a igualdade no género. O chefe do governo que falou em nome da Guiné-Bissau nas Nações Unidas admite que as mulheres guineenses estão “longe” de ocupar lugares na esfera de decisão.

“A política da igualde de género e da oportunidade a favor da menina e da mulher guineense constitui, sem dúvidas, um teste da democracia guineense”, afirma.

Ainda nas Nações Unidas, o primeiro-ministro afirma que a crise política guineense está quase a ser resolvida e garante que na Guiné-Bissau existe paz e que são respeitados os direitos universais

Sissoco Embalo diz ter levado, nas Nações Unidas, uma mensagem de paz e destacou que os atuais indicadores económicos do país levaram o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional a retomarem os seus programas de cooperação.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi com Conosaba

Imagem: Rádio ONU

AGRICULTORES DE OIO COM DIFICULDADES NA PRODUÇÃO DE ARROZ



Os agricultores da região de OIO, norte do país, queixam-se de má condição das bolanhas devido a falta de material para a lavoura e as sementes apropriadas para o cultivo de arroz

As queixas foram ouvidas durante a visita que o presidente da república, José Mário Vaz, efectuou, esta quinta-feira, às bolanhas de Mansoa, de Mansaba, Mambonco e de Bassorá.

Segundo explicações dos populares, no caso das bolanhas de Mansoa, segundo levantamento já feito, quase 85 porcento das bolanhas foram inundadas este ano.

Em Mansaba, Mambonco e Bassorá os populares passam também por dificuldades em termos de produção de arroz que muitas das vezes são estragadas por hipopótamos.

Entretanto, depois das visitas e de ouvir os pedidos dos populares o presidente da república, José Mário Vaz, que diz estar satisfeito com a situação das bolanhas, promete que em breve a actual situação agrícola guineense vai mudar para melhor com as iniciativas já criadas.

“Faremos o possível para colocar alguns meios a vossa disposição para aumentar a vossa produção porque o meu trabalho é governar pelo bem do povo. Este país está a caminho de sair dos seus problemas”, promete.

Já para o ministro da agricultura, Nicolau dos Santos, o governo tem em manga projectos para ajudar os agricultores e brevemente serão distribuídos arroz para ajudar os populares que sofreram com inundação.

“Temos em plano para desassorear os rios para permitir os agricultores fazerem os seus trabalhos como deve ser e temos em manga uma ajuda em arroz que os nossos parceiros deram para ajudar os agricultores que sofreram com a calamidade”, explica.

Presidente da república, na visita às bolanhas de Oio, fez-se acompanhar também do ministro do interior. As visitam enquadram-se na implementação da recentemente criada “fundação Mon na Lama” projecto criado desde o início das suas funções na presidência da república para incentivar o desenvolvimento agrícola no país.

Em relação às recentes acusações proferidas pelo PAIGC contra o presidente da república, os jornalistas não tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao presidente da república que prefere falar só da sua visita.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi com Conosaba do Porto