sábado, 22 de julho de 2017

LUSO-GUINEENSE, RICARDO MANGO (FILHO DO ANTIGO JOGADOR EUSÉBIO MANGO FERNANDES) FOI CONTRATADO PELO KFC TURNHOUT NA BELGICA


                                                             Ricardo Mango


'Quem sai aos seus não degenera'!

Joga a bola que se farta...tudo depende dele próprio para se singrar no futebol. Tudo indica que vai ter um futuro risonho!

Ricardo Mango nasceu em Portugal, possui de direito: duas nacionalidades, os pais ambos naturais da Guiné-Bissau.
Ricardo Mango é filho do empresário Eusébio Mango Fernandes ex-jogador da Selecção Portuguesa

Ricardo começou o seu trajecto no Recreio Desportivo de Águeda, onde rapidamente despertou interesse do Beira Mar, dai as coisas começaram evoluir pela positiva.

O pai do Ricardo, Eusébio falou com editor do blogue 'Conosaba do Porto' disse que, o filho é um bom jogador e tem uma particularidade incrível! Irreverente, espontâneo e emotivo. Estes são alguns dos adjetivos usados pelo pai do jovem para caracterizar o filho Ricardo Mango.

Ricardo sempre jogou no escalão acima derivado a sua qualidade e maturidade futebolística. Nos infantis jogava pelos iniciados nos iniciados jogava pelos juvenis e nos juvenis jogava pelos juniores (ingressa no Feirense onde termina a sua formação como juniores).

Já nos juniores, aos 18 anos, foi convocado pelo Emílio Peixe para a selecção sub 18 portuguesa.

No ano passado como sénior jogou no Nogueirense da segunda divisão portuguesa. De momento, contratado para jogar futebol na Bélgica ao serviço de KFC TURNHOUT da segunda divisão por uma época.


Joga a defesa Central e a lateral esquerdo. Mas a equipa Belga contratou como central onde está a ter rendimentos acima da média.

Filho Ricardo Mango e o  Pai Eusébio Mango

sexta-feira, 21 de julho de 2017

DJIDJI AKABANINO

«OPINIÃO DESPORTIVA» "DJUMBULINE NA FEDERAÇÃO GUINEENSE" (TERRA DE MAMA TACO) - QUECÓI QUETA


Geograficamente situado na Africa Ocidental que faz fronteira com Senegal ao norte, Guiné Konacry ao sul e ao Leste, e com oceano atlântico á oeste. O território guineense abrange 36.125 km2 de área, com uma população estimada em 1,6 milhões de pessoas.

Fazia parte do reino do Gabu, bem como parte do império Mali. Partes destes reinos persistiram até o século XVIII enquanto algumas outras estavam sob domínio do império português. Desde o século XVI ao século XIX a região foi colonizada e passou a ser referida Guiné-Portuguesa. 

O futebol guineense começou na segunda metade do século XIX, por expressar um jogo essencialmente físico. Depois da ida da Académica de Coimbra a Guiné-Portuguesa, nos anos 50, num torneio, onde a nossa seleção perdeu 11 a 1; essa ida do clube português à Guiné ajudou as equipas ou clubes lapidaram os seus conceitos táticos e começaram a produzir um bom futebol e deram Portugal grandes jogadores, nomes como: Nhartanga (Benfica Bissau e Lisboa, Beira Mar), Tato(Mansoa), Totala(Sporting Bissau), Leandro(Mansoa), Júlio Dias(Mansoa), Irmãos Bernar e Nene Da Velha(Canchungo), Nhabola(Benfica de Bissau e Lisboa), Totala(Sporting Bissau), Ze Coro(Mansoa), Marabu Queta(Mansoa), Júlio Jaco(Ultramarina Bissau), Julio Dias(Mansoa),Irmaos Marcelino e Bambo(Mansoa), Évora(Sacor Bissau), etc. 

Na guine abriga o mistério de saber como foi possível um país, com campo de recrutamento tão limitado, produzir tantos mitos, para muitos estudiosos da bola está ou esteve num grande caracter lutador e personalizado. Inventor do estilo artístico próprio os guineense, tal como os Senegalense acrescentaram fruto do passado histórico, regente de um secular anseio de libertação, uma atitude guerreira que permitiu a construção de uma identidade própria diferente do seu vizinho senegalês.

Na história do mundo há países que sempre tiveram avançados no tempo. A guiné sempre sentiu outra era. Depois da independência de 1974. A primeira seleção da taça Amílcar Cabral em 1975 os nomes eram: 


Guarda-Redes: Quinzinho (Sporting de Bissau), Maio (Sporting de Bafata) 

Defesas: Agostinho (Benfica), Armando Manhissa (Sporting), Mário Coro (Mansoa), Zeca Mateus(Tenis Club), Antonio Sani(Benfica), Lassana Cassama(Benfica)

Medios: Adrinano “Mestre”( Sporting de Bissau), Abrão(UDIB), Lala(Sporting Bissau), Nicolau(UDIB), Cirilo(UDIB), António Jorge “Berlie”(Sporting), Nina(Benfica)

Avançados: Carlitos Fernandes (Mansoa),

Domingos Cá (UDIB), Rufino Badonda(UDIB), Sila(Mansoa), Filipe “Tumbulo”(Farim)

Treinadores: Cipriano Jacinto,Bauer e Mario Aureliano

Médico: DR. Honório Sanches

Massagista: Anibal Da Mata 

Neste torneio a Guiné-Bissau foi as meias finais com a super-potencia Guiné-Conakry do Serifo Sulemane, Papa Camara, Bangali Sila, Petit Sori, Fanta Mali Djara, Fanta Madi Queta, etc. Perdeu por 2-4 isso demonstra que a estrutura orgânica do desporto guineense mantinha intacta; a verdade seja dita o desporto guineense começou a degradar lentamente após o afastamento do presidente Luís Cabral e apareceram dirigentes federativo “MAMA TACO”. Parece que para as pessoas o dinheiro esta sempre em primeiro lugar.

O estudo que a FIFA fez em Africa que muitos jovens são forçados abandonar à prática de um desporto que os apaixona por falta de recursos financeiros e, no entanto doa anualmente o dinheiro para todos os países africanos para desenvolver o desporto. Pergunto eu onde vai o nosso dinheiro? Pois claro! No bolso dos dirigentes federativos e os guineenses conhecem um dos presidentes da federação que se enriqueceu ilicitamente, tem hotel, vivendas alugada aos cooperantes portugueses e casas desportivas. A situação mais caricata para não dizer ridícula aconteceu em Mauritânia em 1983 durante a taça Amílcar Cabral onde tínhamos todas as condições para vencer a competição o que não aconteceu por culpa dos dirigentes; O dinheiro que o presidente Nino Vieira enviou (um milhão e quinhentos contos em franco francês) não foi entregue aos jogadores o que criou o mal-estar entre os jogadores e a equipa dividiu-se em três grupo e como consequência disso alguns jogadores recusaram jogar. Contrariamente a tese vinculada, alegando que houve suborno pela parte do Senegal o que não corresponde a verdade, a nossa derrota na final resultou da ma gestão e a ambição desmedida que sempre norteou os nossos dirigentes em detrimento do bem-estar comum. 

Basta da mediocridade, há que rever o desporto guineense em geral e futebol em particular. O desporto é como um fator social despersonalizante, é uma evidência inegável, e imutável. É preciso estruturar a sua organização: urbanizar, programar, medir, controlar e concluir. Verbos, portanto, ideias e ações. 

A guiné, é um velho país reduzido as fronteiras iniciais, está exausta da sua situação e, por vezes, dolorosa caminhada! O desporto guineense vai renascer, tem que renascer se querer acertar os ponteiros do progresso, neste contexto, escrever ou falar sobre a velha nação. A energia moral e físico do povo, a juventude, o desporto constitui a tarefa urgente inadiável. 

Nota: trabalhar estas 3 seleções

- Seleções 1960 (Taça Kwame N´Kruma), 

- 1975(primeira taça Amílcar Cabral) e 

- 1983(Geração de ouro).


Com: Bebe Silva, Mamadú Bobo Djaló, Arnaldo Silva, Baba do UDIB, Daniel Dias, Daniel Jemguba, Kecoi Queta, Mussá Kambaio, Sidico Queta, Brasia, 


Kecói Queta e Amadu Nogueira Pinto Sambu 

Selecção 1985 (Senegal) 


«MENHÉR MENHÉR» "REUNIÃO ENTRE MINISTROS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL SÓ DEPOIS DE BISSAU RETOMAR EMISSÕES DA RTP E RDP", DIZ MINISTRO SANTOS SILVA


Portugal está "inteiramente disponível" para negociar com a Guiné-Bissau a revisão da cooperação na área da comunicação social, mas só após Bissau repor as emissões dos canais África da RTP, afirmou hoje o chefe da diplomacia portuguesa.

Augusto Santos Silva, que falava aos jornalistas no final de uma reunião de trabalho com o homólogo togolês, Robert Dussey, indicou que o Governo guineense já apresentou uma proposta de reunião setorial para ultrapassar a suspensão das emissões, cortadas unilateralmente a 01 deste mês.

Recusando a palavra "condicionar", o ministro dos Negócios Estrangeiros português optou por "usar uma frase mais suave".

"Não vamos usar a palavra condição. Vamos usar uma palavra mais suave e dizer que o trabalho bilateral que é preciso fazer será muito mais fácil a partir do momento em que as autoridades guineenses repuserem as emissões que cortaram (...) Pensamos que a melhor forma de criar condições para que o trabalho seja produtivo é repor as emissões cortadas", sustentou.

Insistindo na disponibilidade de Lisboa para se sentar à mesa das negociações, Santos Silva lembrou que os programas de cooperação "não podem ser confundidos com os conteúdos editoriais dos órgãos de comunicação social públicos".

"À luz da Constituição e da lei, o Governo não tem nenhuma espécie de interferência nesses conteúdos", acrescentou.

A 30 de junho último, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das emissões dos canais África da RTP e RDP e da agência Lusa a partir das 00:00 de 01 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

Vítor Pereira, porém, acabaria por excluir, no mesmo dia, a agência noticiosa portuguesa da suspensão das atividades.

Já a 01 deste mês, o ministro da Comunicação Social guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país "não é uma questão política, mas apenas técnica".

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

Conosaba/Lusa

«COMISSÃO POLÍTICA DO PAIGC SECÇÃO FRANÇA» PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO-VERDE



REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

                                     PAIGC França
Réunião do dia 15 de julho de 2017

Introdução e contexto :

Pela ocasião do fim de semana de 14 de julho, onde a França comemora a tomada da Bastilha (símbolo do fim da monarquia ditatorial e de privilégios), celebra o nascimento da nação republicana e unificada, o PAIGC França optou por realizar a sua réunião política nesse dia 15 de julho de 2017.

No momento onde a França celebra o nascimento da democracia, o compromisso com os valores de liberdade, de igualdade, de fraternidade, de unidade nacional e do poder das suas instituições, o nosso país, a Guiné-Bissau continua mergulhada desesperadamente numa crise profunda, caracterizada pela recusa da aplicação do acordo de Conacri, que é a única solução para a saida da crise.

É neste contexto preocupante que o PAIGC França reuniu a sua comissão politica no 152, rue de la Nouvelle France 93100 Montreuil Sous Bois, honrada pela presença do camarada Martinho Dos Santos, membro do Comité Central do PAIGC.

Ordem do dia:

1. A SITUAҪÃO DO PARTIDO EM FRANҪA.

2. ABERTURA DAS BASES NAS PROVÍNCIAS.

3. PROPOSTA PARA ELABORACÃO DO NOSSO REGULAMENTO INTERNO.

4. NOSSA PARTICIPAÇÃO NO CONGRESSO DA UDEMU, NA CONVENÇÃO DO PARTIDO, DESLOCAÇÃO E ENCONTRO EM LISBOA COM A SUA Exa, Eng. º DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, PRESIDENTE DO PAIGC. 

5. ADESÃO E ENTREGA DE CARTÕES A NOVOS MILITANTES. 

6. DIVERSOS.

Qualidades de debate, discussões e intercâmbios

O conjunto dos pontos de ordem do dia foram discutidos pelos participantes na base do respeito democrático, intelectual e humano. As intervenções foram ricas em ideias e foram tomadas decisões com vista a melhorar a eficácia no seio do nosso partido.

Estratégias à implementar para melhor implantação do PAIGC em França :

1) Implantação do PAIGC em todas as cidades do interior : Mantes-La-Jolie, Evreux, Elbeuf, Toulouse, Marselha, Toulon, Le Havre, Lyon, Lille, Estrasburgo, Mulhouse, Rennes, Nantes, Rouen, Bordéus, Nice...

2) Concentração do PAIGC nas grandes cidades provinciais : A partir de 3 pessoas, uma base pode ser criada em conformidade com nosso estatuto.

3) Mobilização geral de todos os militantes para a solidificação do nosso partido, com uma obrigação de cada militante de fazer aderir no minimo 10 novos militantes por trimestre a partir desta data.

4) Distribuição massiva dos cartões de militante baseando nas regras do nosso regulamento interno.

5) Incentivar todos os militantes para uma tomada de consciência coletiva pela urgência dos embates políticos que se avizinham.

6) Qualquer ausência, sem justificação válida, pode constituir motivos para uma multa ou uma outra sanção, conforme consta no nosso regulamento interno.

7) De relembrar que um bom militante é aquele que impriscindívelmente é ativo, dinâmico, consciente da situação política no país, que paga as suas quotas e participa em todas as actividades do partido. A nossa responsabilidade de militancia é o de servir diáriamente como vector de conhecimentos, de liberdade e de educação cívica em favor dos nossos concidadãos.

Honrados pela presença de nosso camarada Martinho Dos Santos, membro do Comité Central do PAIGC, a secção de França reitera o seu firme apoio a diração nacional do partido.

A Direção

SINDICATO DE GUINÉ TELECOM CONTESTA A ATRIBUIÇÃO DA GERÊNCIA DE CABOS DE FIBRA ÓTICA ÀS EMPRESAS DE COMUNICAÇÕES ESTRANGEIRAS


Sindicato dos Trabalhadores da empresa Guiné-Telecom manifestou-se contra a decisão de governo em atribuir a gestão de cabos de fibra óptica às empresas estrangeiras de comunicações, nomeadamente, Orange (francesa) e MTN (sul africana).

Numa entrevista exclusiva a esta rádio, esta sexta-feira (21 de Julho) o presidente do sindicato diz que querem que a empresa guineense seja gestora do cabo submarino através do consórcio designado “Bissau Cabo”.

David Mingo diz, «Nós nunca assistimos a esse tipo de consórcio; há o risco de oferecemos os cabos submarinos às multinacionais para fazerem o que bem entenderem, porque não se pode ter uma empresa vocacionada para esses trabalhos e ao mesmo tempo criar um grupo denominado “ Bissau cabo”. Ou seja, amanhã quando se protestar algo que vai mal no acordo, não vamos conseguir porque as multinacionais são accionistas maioritários. São essas as razoes da contestação do sindicato. Queremos que seja a Guiné Telecom (única empresa de telecomunicações guineense) a assumir a gestão do cabo submarino». 

O sindicato Pediu também ao Governo maior cautela na assinatura desses acordo porque se vai mexer com a soberania nacional. “ O ministro que faça seu esforço”, acrescentou David Mingo.

Compreendemos que governo quer relançar a empresa mas também que tenha cautela. Não vamos aceitar a imposição de oferecer todas as coisas aos estrangeiros sob pena de acabarmos com a empresa nacional”, justifica

De referir que o Governo guineense lançou no passado dia 17 de Julho o consórcio que vai gerir o cabo submarino trazendo Internet de "melhor qualidade" ao país dentro de 18 meses

Na assinatura do memorando que cria o consórcio, num montante de 35 milhões de dólares (30,5 milhões de euros, disponibilizado pelo Banco Mundial) o ministro dos Transportes e Telecomunicações, Fidélis Forbs disse que o projecto "é estruturante e vai ajudar ao desenvolvimento" do país.

A Guiné Telecom deixou de operar desde o início dos anos de 2000 devido a problemas de gestão da empresa.

Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do Porto

DELFIM DA SILVA NOMEADO NOVO REPRESENTANTE DA GUINÉ-BISSAU JUNTO DA ONU


A Guiné-Bissau nomeou, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e analista político Fernando Delfim da Silva seu novo representante permanente junto das Nações Unidas, sucedendo João Soares da Gama, segundo fonte oficial contactada pela Rádio Jovem.


Conosaba/Braima Darame

«ENSINO» ONG IPHD ENTREGA ESCOLAS CONSTRUÍDAS NA POVOAÇÃO DE DANDÚ SECTOR DE BISSORÃ

Susan Roderts

Bissau,20 Jul 17(ANG) – A ONG americana Parceria para o Desenvolvimento Humano(IPHD), procedeu quarta-feira a entrega de dois pavilhões escolares construídas na vila de Dandú, sector de Bissorã, região de Oio, orçados no valor de dez milhões de francos CFA, e financiado por um projecto denominado TUFT Université.

Ao presidir o acto, a Inspetora Geral do Ensino, em representação do ministro da Educação Nacional enalteceu a parceria entre o governo e a ONG americana que segundo ela, advém de longa data.

Arcângela Graça afirmou que uma vez que a IPHD fez a sua parte, cabe ao Estado a obrigação de cumprir com a sua contrapartida.

“O primeiro Estado na comunidade de Dandú são as próprias populações, porque são elas que representam e constituem o Estado como responsáveis pela escolha dos governantes nas eleições”, disse.

A Inspectora Geral do Ensino apelou a comunidade de Dandú para assumir as suas responsabilidades conservando bem as novas infraestruturas escolar, de forma a servir de exemplo para todo o país.

Parabenizou os alunos de Dandú por serem os primeiros de uma escola pública ao nível da Guiné-Bissau, a aprenderem a ler e escrever através de novas tecnologias de informação neste caso com o uso de “tablet” introduzidos com apoio da IPHD.

“Isso é um benefício grande para vocês e deve ser aproveitado da melhor forma, em prol do crescimento do nível de aproveitamento escolar”, aconselhou.

Arcângela Graça exortou aos país e encarregados da educação da vila de Dandú para deixarem as suas filhas irem a escola e abdicarem de certas crenças que, na sua opinião, constituem obstáculos ao aproveitamento escolar das raparigas.

A representante do projecto norte-americano,TUFT Université, Susan Roderts regozijou-se pela presença massiva dos populares locais na cerimónia de recepção dos pavilhões escolares.

“As razões que me moveram para a construção de escolas, têm a ver com o facto de, há cinco anos atrás, aquando da minha deslocação à Dandú, em que me inteirei das suas dificuldades, constatei que a educação deve merecer a prioridade”, explicou.

Acrescentou que, para o efeito, voltou para os Estados Unidos, onde angariou fundos junto de parceiros do projecto para financiar a construção das referidas escolas.

Susan Roderts prometeu trazer mais apoios em termos de materiais didáticos para os alunos de Dandú, tendo apelado aos pais e encarregados da educação para cuidarem das crianças em termos de alimentação e saúde, salientando que um menor faminto e doente não consegue aprender na escola.

Os dois pavilhões, segundo o Director da Escola do Ensino Básico de Dandú, denominado “Susan Schol”, têm capacidades para albergar 576 alunos.

Aladje Camará disse que a povoação de Dandú estava desprovida de infraestruturas escolares há mais de 20 anos, acrescentando que a inauguração dos dois pavilhões constitui um alívio para a população local.

Conosaba/ANG/ÂC/SG


EXPORTAÇÃO DE CAJU DA GUINÉ-BISSAU DEVERÁ TER "QUEDA CONSIDERÁ --VEL" - ASSOCIAÇÃO


O presidente da Associação dos Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau, Mamadu Jamanca, afirmou hoje que a exportação de caju deverá ter uma "queda considerável" em relação a 2016, devido à interferência do Governo.

"Esta campanha começou de uma forma muito turbulenta e quase que balanceou negativamente a maioria dos operadores da área, nomeadamente os intermediários e exportadores da Guiné-Bissau", afirmou à agência Lusa Mamadu Jamanca.

Segundo o presidente da Associação dos Importadores e Exportadores guineenses, já foram exportadas entre 60 e 80 mil toneladas de caju, mas espera-se uma "queda considerável em termos de números comparativos a 2016".

"Isto é muito preocupante tendo em conta a importância socioeconómica e financeira do caju para a transversalidade da Guiné-Bissau", sublinhou o responsável.

Questionado sobre as razões para aquela possível diminuição, Mamadu Jamanca explicou estar relacionada com "questões administrativas" e com a exclusão de estrangeiros.

"O pior é que até hoje os exportadores ainda se continuam a deparar com medidas administrativas pontuais e soltas. Uma confusão total. Cada ministério vem lançado na rua um despacho, uma circular", disse.

Aquele modo de operar, segundo Mamadu Jamanca, "impede que um exportador possa de uma forma responsável criar a sua estrutura de custos e as consequências são a queda da quantidade a exportar, porque muitos comerciantes de caju sentiram uma insegurança tremenda e preferiram exportar pela via terrestre".

Para Mamadu Jamanca, este ano deverão ter passado pelas fronteiras do Senegal e da Guiné-Conacri mais de 50 mil toneladas, o que vai ter consequências na recolha de divisas.

A decisão inicial do Governo de impedir a participação de estrangeiros na campanha também, segundo o presidente dos exportadores guineenses, "mexeu com o mercado".

"A responsabilidade do Governo não seria facilitar em nada, mas só procurar fazer a sua parte. Agilizar os processos, fazendo o máximo para que haja um ambiente de se fazer negócios com segurança e garantias", disse.

Com aquela decisão, os intermediários senegaleses e da Mauritânia, que tradicionalmente participam na campanha e que financiam os operadores guineenses que não têm autonomia financeira, retraíram-se e isso teve "repercussões negativas".

"Postos de fora do negócio. Fecharam-se em copas, porque eles é que são uma grande parte do refinanciamento dos intermediários nacionais", disse.

Para Mamadu Jamanca, a "interferência do Governo prejudicou a campanha do caju".

"Nós vamos só ter os valores no fim. Temos o receio tremendo de que esta intervenção excessiva e muito interessada de alguns elementos deste Governo, por interesse pessoal, vai levar a que algumas empresas fechem este ano", salientou.

Segundo o responsável, a "Guiné-Bissau vai pagar muito caro" e o desfecho da "campanha de caju vai ser prejudicial para o país".

O Governo da Guiné-Bissau abriu oficialmente a campanha de comercialização da castanha de caju, principal produto de exportação do país, em março com a imposição de novas regras, incluindo a proibição da compra do produto por estrangeiros.

A proibição acabou por ser vetada pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, depois de alertado pelas organizações financeiras internacionais para a necessidade de concorrência no mercado.

As novas regras impostas visaram também apertar ainda mais o circuito de branqueamento de capitais, com a obrigação dos operadores económicos fazerem as transações através dos bancos.

O lema da campanha deste ano foi "tolerância zero à saída clandestina do caju guineense para o exterior".

Dados do governo apontam que 50 mil toneladas da castanha saem da Guiné-Bissau através do circuito do contrabando para países vizinhos.

O governo quer exportar pelo menos 200 mil toneladas do caju este ano. A campanha encerra em setembro.

Conosaba/Lusa

GUINÉ-BISSAU ORGANIZA PRÓXIMA CONGRESSO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA CPLP


A Guiné-Bissau foi eleita hoje país organizador do V Congresso de Educação Ambiental dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), a realizar em 2019.

A decisão foi tomada no IV Congresso de Educação Ambiental, cujos trabalhos terminam hoje na ilha do Príncipe.

Quatro países concorreram à organização do próximo congresso - Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Os dois primeiros acabaram por retirar as suas candidaturas.

O presidente da Rede Lusa da Guiné-Bissau, Fernando Saldanha, considerou a "vitória" do seu país como "uma mensagem não só no domínio ambiental, mas, sobretudo, no domínio político".

"Para que possamos organizar um congresso na Guiné-Bissau, o país tem de estar estável politicamente, tem de cumprir normas democráticas. Essa mensagem [que] nós sentimos, vamos levá-la para as nossas autoridades", disse Fernando Saldanha.

Fernando Saldanha promete mostrar aos delegados ao próximo congresso "a espetacularidade que a natureza oferece".

Em declarações à agência Lusa, o chefe da delegação de Angola ao congresso no Príncipe, César Mário Cassule, afirmou que este país pretende colher experiências dos outros membros da comunidade, tendo em conta que o processo de educação ambiental é um dos grandes desafios do Governo nos últimos anos.

Karélia da Costa, da mesma delegação, disse que Angola tem feito progressos no que respeita à "conscientização ambiental", que considera como "uma das prioridades".

As autoridades educativas têm realizado ações que passam pela produção do "Manual do Ativista Ambiental" e promovido jornadas e feiras ambientais no quadro do Programa de Educação, Formação e Consciencialização Ambientais (PEFCA).

Adriana Mendonça, diretora nacional de Educação de Cabo Verde, na intervenção em que deu a conhecer algumas ações de educação ambiental realizadas nas escolas, sublinhou, em particular, a importância da educação pré-escolar.

O objetivo deste congresso foi refletir sobre alguns dos principais problemas ambientais da atualidade, à escala global e no contexto de São Tomé e Príncipe, e sobre a importância de que se reveste o ensino experimental enquanto processo promotor de aprendizagens e facilitador de interpretação de fenómenos naturais e riscos ambientais.

Conosaba/Lusa

quinta-feira, 20 de julho de 2017

LÍDERES ISLÂMICOS QUEREM ENTENDIMENTO ENTRE GUINEENSES

Foto/arquivo

Diferentes líderes Islâmicos da Guiné-Bissau pedem entendimento entre os guineenses. O pedido foi deixado, esta quinta-feira (20/07), à saída do encontro, que durou de mais de duas horas, com o presidente da república, José Mário Vaz

Numa conversa à imprensa o porta-voz dos líderes islâmicos, Amadu Siradju Bari, diz que no encontro foi discutido a colaboração com a comunidade islâmica.

Segundo ele a paz é o que pode levar a Guiné-Bissau para frente.

“O chefe de estado é quem Deus escolheu como seu substituto no país, mas existe o chefe espiritual. Então estes dois chefes colaboram para puderem concertar e pedir o apoio como o chefe de Estado está a fazer neste momento”, enaltece.

Amadu Siradju Bari diz ainda que não interferem nas questões políticas e estavam na presidência da república para responder em nome da liderança religiosa.

“Só viemos aqui falar da forma que podemos entender é o que interessa a comunidade religiosa, o nosso interesse é a Guiné-Bissau”, afirma.

Nas últimas semanas o presidente da república, José Mário Vaz, tem mantido encontros com os líderes políticos e com a comunidade religiosa mas ninguém todos preferiram não falar à imprensa.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes/radiosolmansi com Conosaba do Porto

AGENTE DE BRIGADA COSTEIRA DA GN SEQUESTRADO PELOS PESCADORES SENEGALESES VOLTA AO PAÍS SAM E SALVO


Coordenador do Sistema de Fiscalização Marítima da Guiné-Bissau (FISCAP) lamenta o facto de estarem a actuar na fiscalização sem meios para fazer face as ameaças encontradas no mar. Na ocasião foi anunciado que o agente que tinha sido sequestrado pelos pescadores Senegaleses está voltou ao país Sam e salvo

O comandante Fragata igualmente coordenador do FISCAP, Mário Fambé, falava esta quinta-feira (20/07), em conferência de imprensa, para esclarecer as circunstâncias do sequestro do agente da Brigada Costeira da Guarda Nacional (GN), pelos pescadores senegaleses.

Fambé defende por outro lado que é preciso ter autonomia para garantir a melhor fiscalização marítima.

“O sistema de fiscalização marítimo não tem condição de fazer o trabalho como se exige, porque a embarcação não é credível, se tivemos embarcação credível com a capacidade autonomia para levar mais agentes, em cada piroga poderíamos abordar dois homens, mas como é pequeno não pode transportar muitas agentes”, lamenta.

Segundo ele, o Estado da Guiné-Bissau tem que procurar meios para disponibilizar os de direitos (Marinha Nacional e Guarda Nacional) para fiscalizar as nossas águas e garantir a segurança marítima, pescas ilegal e pirataria, a embarcação que dispõem não pode chegar às linhas de base.

“Onde está a soberania”, questiona.

Para desencorajar as práticas nefastas nas águas nacionais, Mário Fambé pede a revolução do sistema marítimo nacional e é preciso aumentar o sistema e criar meios adequados, com helicópteros, montagem de radares para poder localizar e balizar todas as canoas que tomaram a licença na Guiné-Bissau para melhor fiscalizar, “como fazem em Mauritânia nenhuma piroga consegue pescar de forma ilegal”.

O responsável da fiscalização marítima nacional, insta por outro lado as autoridades Senegalesas uma actuação adequada contra os responsáveis pelo sequestro do agente guineense.

“Queremos que as autoridades senegalesas como amigos e irmãos nos mostram que o comportamento dos seus pescadores é inaceitável, porque nem eles não vão ficar satisfeitos com o comportamento dos nossos pescadores quando sequestraram um militar. Militar quando está fardada é o símbolo nacional e foi com um dos nossos que fizeram isso é inaceitável”, pede o responsável que pede a reacção do estado senegalês”.

O sequestro aconteceu depois da Brigada Costeira da Guarda Nacional prender mais de dez pirogas dos pescadores senegaleses que se encontravam a pescar ilegalmente nas águas territoriais.

Segundo Mário Fambé entre as onze pirogas apreendidas quatro delas desapareceram.

O agente sequestrado pelos pescadores senegaleses já se encontra no país Sam e salvo.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga/radiosolmansi com Conosaba do Porto 

Imagem: Braima Siga

PAIGC E MDG CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA APGB



O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) e o Movimento Democrático Guineense (MDG) manifestaram-se contra a privatização da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB)

As posições dos dois partidos foram tornadas públicas, esta quinta-feira (20/07), durante uma entrevista exclusiva á Rádio Sol Mansi, na sequência da conferência de imprensa dada, esta terça-feira, pelos funcionários da APGB que além de não terem a informação da intenção do governo, dizem estar contra a privatização que deverá durar 90 anos.

Entretanto, o secretário-geral do PAIGC, Aly Izaji, que solidariza com os funcionários, diz que o governo actual não tem competência de proceder a privatização da APGB porque “é uma empresa de um nível muito elevado e de importância fundamental para a Guiné-Bissau e não é uma empresa qualquer”.

“Devido a pressão sobre o cumprimento do acordo de Conacri o actual governo deve ponderar nos seus actos e nos compromissos a assumir para não trazer implicações para o governo futuro e para não criar caos num futuro próximo”.

Para os libertadores a decisão não deve ser tomada sem protelar concurso público e “numa altura em que Assembleia só funciona com o seu órgão interno”.

Aly Izagi diz ainda que o presidente da república pode resolver a situação porque “este é o seu governo”.

“Não se pode tomar decisão implicando to o povo guineense”, afirma.

Mesma opinião tem o líder do Movimento Democrático Guineense. Entretanto, Silvestre Alves diz ser “frontalmente” contra a ideia do governo porque não existem justificações para a privatização da empresa.

“Não sei se isso é justo e racional ou se é atitude das pessoas que têm cabeça sobre ombro para pensar. Estamos a estragar o nosso país. Não somos capazes de fazer nada e ainda estamos a privatizar o porto e quem começou este processo era para a sua conveniência”, critica.

Silvestre Alves diz ser absurdo e de ideia errada quando o Estado entrega a identidade de uma nação nas mãos de uma empresa privada.

A Administração dos Portos da Guiné-Bissau tem mais de 600 funcionários e segundo informações a empresa que deverá dirigir os portos diz estar em condições de suportá-los por um período de cinco anos.

O executivo deliberou o processo de privatização da APGB a 23 de Fevereiro corrente e, no entanto, os funcionários pedem a intervenção do presidente da república.

Entretanto, a RSM tentou mas ainda sem sucesso conseguir a reacção de outros partidos políticos, incluindo o PRS.

Sabe-se que os renovadores reuniram com o sindicato dos funcionários em causa e que depois irão reunir com o primeiro-ministro.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos /radiosolmansi com Conosaba do Porto

LANÇADO PROJECTO PARA EMPODERAMENTO DAS MULHERES


Foi lançado, esta quinta-feira (20/07), em Bissau, o projecto “nó kuida di nó Mindjeris”, (cuidemos das nossas mulheres, em tradução livre). O projecto é financiado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento e está a ser desenvolvido na região de Gabú incluindo no sector de Boé

No acto de lançamento do projecto, em representação do Ministério da Mulher, Família e Coesão Social, Mamadu Djaló, diz que o governo está engajado no projecto ora lançado e reafirma o engajamento do seu ministério em criar condições e bem-estar da mulher guineense.

“As mulheres deparam com muitas dificuldades de várias ordens, as quais o Estado por si só ou por causa de meios não pode resolver daí que fazemos votos aos nossos parceiros para nos ajudar e apoiar as iniciativas do género principalmente às mulheres portadoras de deficiências”, diz.

Hilária di Nunzio, coordenadora do projecto, diz que com o projecto espera-se mais participação dos parceiros.

“Queremos que as populações, os parceiros e outras associações e organizações possam colaborar na realização deste projecto e em particular as instituições públicas do país em dar mais acesso e mais informação sobre os direitos das pessoas portadoras de deficiência principalmente as mulheres que são o grupo alvo deste projecto”, avança.

As ONG,s beneficiadas são a ADIO-NAFAIA e a Federação das Associações dos Direitos das Pessoas portadoras de Deficiências e o projecto está a ser implementado pela AIFO, Associação Italiana de Amigos de Raoul Folloreau e terá a duração de dois anos.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Luciano Carlos Jaló/radiosolmansi com Conosaba do Porto

PRESIDENTE DO PAICV ELEITA VICE-PRESIDENTE DA INTERNACIONAL SOCIALISTA


PAICV faz parte da organização desde 1992

A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, foi eleita vice-presidente da Internacional Socialista. 

A eleição da líder do maior partido da oposição em Cabo Verde ocorreu na reunião do Conselho da Internacional Socialista, que teve lugar nos dias 11 e 12 de julho, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Segundo o dirigente do PAICV, João Baptista Pereira, que falava à margem do conselho nacional do partido, no passado fim de semana, na Cidade da Praia, este é o mais elevado cargo alguma vez ocupado por um partido político em Cabo Verde na arena internacional e deve contribuir para uma maior projeção do PAICV.


A Internacional Socialista é uma organização de partidos sociais-democratas, socialistas e trabalhistas que existe desde 1951 e integra 150 partidos, de mais de 100 países e de todos os continentes.

O PAICV, admitido na organização em 1992, já assumiu a vice-presidência do Comité África da Internacional Socialista e organizou várias reuniões desse comité em Cabo Verde. Integrou também o Comité de Ética da Organização.

Conosaba/RDP África

"GUINÉ-BISSAU CONTINUA DIVIDIDA E NOVAS ELEIÇÕES NÃO VÃO RESOLVER PROBLEMAS" - SECRETÁRIA EXECUTIVA DA CPLP


A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, afirmou que a Guiné-Bissau permanece dividida e nem a realização de novas eleições vai resolver o impasse político do país.

"A situação na Guiné-Bissau é muito complicada. É um país que infelizmente vive uma situação de crise política que se arrasta há muitos anos, que não se resolveu com eleições. Fica sempre esta dúvida, mas a situação é de tal forma complexa que só os guineenses podem encontrar uma saída", disse em entrevista à Lusa.

Maria do Carmo Silveira, que está em Brasília para participar hoje na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco lusófono, contou que na última visita ao país africano, no passado mês de abril, constatou muito ressentimento e falta de diálogo entre a liderança da Guiné-Bissau.

Conosaba

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Tchon De PET

COMISSÃO POLÍTICA DO PRS PROPÕE CONGRESSO DE 26 À 29 SETEMBRO


A Comissão Política do Partido da Renovação Social propõe hoje ao Conselho Nacional, órgão deliberativo, a marcação do 5°Congresso para os dias 26, 27, 28 e 29 de Setembro próximo, anunciou esta tarde o Secretário Geral, Florentino Mendes Pereira.

A reunião magna dos renovadores que será eletiva da liderança à qual Alberto Nambeia irá recandidatar-se. O local da realização do Congresso ainda não está definido, disse à Rádio Jovem fonte do partido que acrescentou que haverá cerca de mil delegados.

Na proxima sexta-feira, o Conselho Nacional do PRS, órgão máximo do partido entre congressos, irá não só agendar uma data, mas também vai eleger a comissão organizadora do evento previsto para Setembro próximo.

Sobre a reunião que a direção do partido manteve com o Chefe de Estado, no âmbito da nova ronda de auscultação aos atores políticos, Florentino Pereira disse que o PRS apresentou a José Mário Vaz a sua proposta para o impasse e cabe ao Presidente tomar a sua decisão.

Por: Alison Cabral/RJ /Braima Darame com Conosaba do Porto

PRS QUER A RETOMA RÁPIDA DAS EMISSÕES DA RDP E RTP NA GUINÉ-BISSAU


O secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS), Florentino Pereira, revelou hoje que a comissão política instou o Governo da Guiné-Bissau no sentido de "trabalhar rapidamente" para a retoma das emissões da RDP e RTP no país.


Segundo aquele dirigente, a suspensão das emissões foi um dos temas da reunião da comissão política que hoje esteve reunida numa unidade hoteleira, em Bissau, com a presença de mais de 100 elementos. 

O PRS foi a segunda força política mais votada nas últimas eleições legislativas, vencidas pelo PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), mas atualmente é quem suporta o Governo do país, contestado pelo PAIGC.

O ministro da Comunicação Social, Victor Pereira, também porta-voz do PRS, foi convidado pela comissão política a dar uma explicação sobre os contornos da suspensão das atividades dos dois órgãos portugueses desde o passado dia 30 de junho.

"Lamentamos o sucedido e exortamos o Governo guineense no sentido de trabalhar o mais rápido possível para o restabelecimento das emissões da RDP e RTP" na Guiné-Bissau, indicou Florentino Pereira.

Victor Pereira explicou à comissão política que a decisão do Governo de suspender as atividades dos dois órgãos portugueses "é um problema meramente técnico".
"Nunca é do interesse do PRS limitar, restringir a liberdade de expressão ou de imprensa neste país", referiu Florentino Pereira.

O dirigente adiantou igualmente que o partido projeta realizar o seu 5.º congresso ordinário entre 26 e 29 de setembro, em Bissau, perante 1.001 delegados que irão escolher a nova direção.

A proposta da data terá agora que ser confirmada ou não na reunião do conselho nacional, que vai decorrer durante o fim de semana, precisou Florentino Pereira.

Conosaba/Notabanca

ESTUDANTES DAS ESCOLAS SUPERIORES DESCONTENTES COM “IRREGULARIDADES” NESSES ESTABELECIMENTOS DE ENSINO


Os estudantes das escolas superiores de educação mostraram descontentes com algumas irregularidade que passa nessas escolas de formação…

Numa conferência de imprensa esta quarta-feira (19 de Julho) pelos membros das associações académicas, coordenador das Associações dos estudantes das escolas superiores Francisco Brandão Pereira disse que desde o início do ano, os estudantes não conheceram os resultados do primeiro semestre.

«Nas escolas superiores de educação está a acontecer algumas irregularidades a nível do funcionamento da escola que tem a ver com a retenção das fichas pelos professores da ESSE levando os estudantes a uma situação de desespero. Desde o início do ano lectivo atá a data presente sobretudo na escola normal superior Tchico Té, não foram divulgados os resultados do primeiro período e a menos de uma semana vai findar o ano lectivo»

Para isso, segundo disse, os membros da comissão decidiram enviar uma carta ao ministério da educação concretamente a secretária de estado de ensino superior e investigação científica e “ desde o dia 28 de Junho até hoje (19 de Julho), não houve resposta e a segunda carta foi no dia 13 do mês corrente”, diz.

Por outro lado, manifestaram-se preocupados com a situação, razão pela qual questionam o seguinte: “ porque que o país não pode parar e pensar num sistema que se adequa ao do guineense e que vai ajudar o país?”.

Por: Bíbia Mariza Pereira/radiosolmansi com Conosaba do Porto

FANADO MASTE

«DIRIGENTES DO PAIGC AMEDRONTADOS EM MANSABÁ» MINISTRO DO INTERIOR DA GUINÉ-BISSAU EXONERA RESPONSÁVEL DA POLICIA DO SECTOR


Bissau, 19 Jul 17 (ANG) – O Ministro do Estado e do Interior, ordenou hoje a demissão do responsável da polícia de Mansaba, por “não ter seguido as orientações superiores” ao permitir que um grupo de jovens tenha ameaçado com arma de fogo e catanas a caravana do PAIGC que se deslocou ao sector no último fim de semana.

Num encontro com as estruturas superiores da Policia de Segurança do Estado, da Ordem Publica e da Guarda Nacional, Botche Cande, visivelmente irritado, ameaçou aplicar as mesmas medidas contra os responsáveis policiais locais caso situações desta natureza se repita em qualquer canto do território nacional.

O primeiro-sargento, Odair Madeira, Chefe de Operação no sector, ao ser convidado a recapitular os acontecimentos, explicou que a polícia teria sido alertada sobre algo, quando o grupo de jovens, alegadamente apoiantes dos “15”, incendiou pneus tentando impedir os elementos da Direcção do PAIGC de terem acesso a mesquita local, pelo que agiram tendo capturado e levado para a esquadra os implicados. Disse que depois de ouvirem as explicações destes, soltaram-nos.

No entanto, durante a sua explanação, o primeiro-sargento não falou de ameaças de armas e de catanas de que a juventude era portadora na altura.

“Portanto, podemos concluir que a polícia no local foi incapaz de cumprir com as orientações emanada superiormente, que era de garantir segurança a comitiva do PAIGC, uma vez que este partido havia endereçado um pedido neste sentido ao Ministério do Interior”, explicou o governante que acusa a polícia de Mansaba de ocultar deliberadamente as informações sobre as armas exibidas pelos manifestantes.

Acrescentou que durante o confronto entre os dois campos, alguém do grupo oposto a Direcção dos Libertadores tentou disparar uma arma de fogo, no que foi impedido devido a pronta intervenção de agentes de segurança. 

Aliás, acusou ainda a policia de ter sido passivo ante os incêndios de pneus e arremesso de catanas contra elementos do PAIGC e sem que no entanto tenha constado isso no relatório policial.

Botche Candé justificou que, por este motivo, os responsáveis locais não merecem continuar no posto e ordenou ao secretário de Estado a proceder a imediata mudança na estrutura de Mansoa.

Candé apelou aos agentes a serem isentas na sua actuação e a proporcionarem segurança a qualquer instituição ou cidadão que dela necessitar, uma vez que, acima de tudo, estão ao serviço do Estado da Guiné-Bissau e não de A ou B.

Conosaba/ANG/JAM/SG

«BENFICA DE BISSAU» DIRECÇÃO OFERECE ESTATUETA E CAMISOLAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Bissau,19 Jul 17 (ANG) – O vice-Presidente do Sport Bissau e Benfica, Fortunato Cardoso ofereceu hoje duas camisolas, uma com palavra `bicampeão´ nacional e outra com dizeres `JOMAV`, alem duma estatueta, ao chefe de Estado guineense.

Em declarações à imprensa, depois do encontro com o Presidente da República, o dirigente dos encarnados disse ter-lhe informado dos preparativos da equipa e ainda solicitado apoio ao Presidente Vaz com vista a participação do Benfica na Liga dos Campeões Africanos da época desportiva de 2016/2017.

O Chefe de Estado, de acordo Fortunato Cardoso, mostrou-se disposto à apoiar, não só a equipa encarnada, bem como o futebol nacional, sobretudo a seleção, que disse “ser sua equipa”.

Conosaba/ANG/LPG/JAM/SG

DIRECTORA DA RÁDIO NOVA DE CABO-VERDE REALÇA PAPEL PACIFICADOR DA RÁDIO SOL MANSI NO PROCESSO DE PACIFICAÇÃO DE ESPÍRITOS NA GUINÉ-BISSAU


A directora da Radio Nova de Mindelo em Cabo-verde realçou esta quarta-feira (19 de Julho) o papel da Rádio Sol Mansi (RSM) está a desempenhar no processo de pacificação de espíritos na Guiné-Bissau.

Numa entrevista exclusiva a Rádio Sol Mansi sobre o balanço das actividades da conferência internacional sobre a utopia de paz na África e contributo de jornalismo para a promoção da paz na Guiné-Bissau, Nita Santos falou do excelente trabalho que a RSM está a desempenhar sobretudo no concernente ao diálogo inter-religioso.

«A expectativa foi grande, mas maior foi a partilha. Os que estiveram na conferência saíram mais rico e manifestaram o interesse em conhecer mais a situação sociopolítica guineense e também saber do trabalho da RSM. As impressões são muito positiva em relação ao trabalho de RSM e pelo facto de disponibilizar um tempo de antena para as igrejas, evangélicas e muçulmanas demonstra grande maturidade da direcção em querer que o diálogo seja uma realidade no país».

Por outro lado, destacou que a presença de uma das dirigentes da RSM (Ana Bela Ramalho) em Cabo-verde vai abrir janelas para cimentar as relações já existentes entre os dois órgãos de comunicação social católica.

«Hoje mais que nunca, há que estimular essas vias de colaboração e cooperação tendo em vista um futuro promissor. Com a presença de Ana Bela em São-vicente, abriram-se as janelas para cimentar as relações que já existem por se tratar de duas rádios emissoras que fazem parte da rede das rádios lusófonas católicas. A radio Nova vai agora analisar as propostas já apresentadas pela Sol Mansi e num futuro próximo, apresentar linhas força que venham a dar muitos frutos para ambas as partes», concluiu

Entretanto, ainda sobre actividades da RSM, já se encontra no país o jornalista internacional António Pacheco para mais uma acção de reciclagem aos jornalistas e correspondentes desta rádio.

De acordo com o programa, António Pacheco vai permanecer no país durante um mês e meio para acompanhar a formação anual dos correspondentes da rádio e também terá sessões de trabalhos com jornalistas e repórteres da Rádio Sol Mansi em Bissau.

Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba 

«CUNBÚ» NÃO OBJECÇÃO DE ANGOLA PERMITIU AO FMI LIBERTAR APOIO DE 3.5 M€ À GUINÉ-BISSAU


Angola não apresentou qualquer objeção à revisão do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Guiné-Bissau e à libertação de um apoio financeiro de 3,5 milhões de euros, apesar de ser um dos principais credores do Estado guineense.

De acordo com um documento governamental a que a Lusa teve hoje acesso, a Guiné-Bissau contraiu com o Estado angolano "várias dívidas no âmbito de alguns protocolos financeiros desde 1978 que estão avaliadas em 45 milhões de dólares (39 milhões de euros)", tendo solicitado, entretanto, o apoio do FMI para fazer face à crise económica que atravessa.

Através de um despacho do Presidente José Eduardo dos Santos, o Governo angolano recorda que o FMI "exige" que a Guiné-Bissau "negocie a sua dívida com os países credores", entre os quais Angola, "e que honre os seus compromissos com esses países", pelo que emitiu uma declaração de "não objeção" à aprovação da terceira revisão do programa de assistência em curso.

Para justificar esta decisão, o governo angolano invoca o facto de a Guiné-Bissau, um dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), estar "entre os grupos de países pobres altamente endividados" e que "merece um tratamento diferenciado no capítulo das ajudas financeiras".

Esta decisão, entre outras, viabilizou a conclusão da terceira revisão do programa de apoio financeiro do FMI à Guiné-Bissau, permitindo a libertação, aprovada a 06 de julho pelo conselho de administração daquele organismo, de mais cerca de 4,1 milhões de dólares (3,5 milhões de euros), no âmbito do programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês).

Com esta decisão, elevam-se a 15,2 milhões de dólares (13,1 milhões de euros) o montante total já desembolsado pelo FMI neste programa de apoio à Guiné-Bissau, informou aquele organismo.

O programa apoiado pelo ECF na Guiné-Bissau pretende "restaurar a estabilidade macroeconómica e melhorar a eficiência na prestação de serviços públicos para promover o crescimento inclusivo e proteger os gastos sociais", anunciou o FMI.

No entanto, entre outras ressalvas, o Fundo defende que é "necessária uma ação firme para enfrentar deficiências no sistema bancário" da Guiné-Bissau, bem como uma reforma do setor da energia, de forma a "impedir prejuízos e melhorar a oferta".

"Para aumentar o investimento e melhorar a prestação de serviços públicos, será importante fortalecer os esforços de combate à corrupção, melhorar as estatísticas, aumentar a transparência e promover uma concorrência saudável no setor privado", remata a avaliação feita pelo conselho de administração do FMI.

Conosaba/Lusa

MENINA NEIA

terça-feira, 18 de julho de 2017

PAI RAPTA E TENTA VENDER FILHO ALBINO EM MOÇAMBIQUE

Caso acontece na Zambézia

 Caso retoma o tráfico de albinos no país


Um homem de 36 anos raptou o seu próprio filho albino para alimentar um negócio de tráfico de órgãos no distrito de Milange, na província moçambicana da Zambézia, num caso que as autoridades consideram como reedição de caça e ataques a pessoas com pigmentação da pele.

Nos últimos dois meses, outras duas crianças albinas foram raptadas e estão desaparecidas, somando três casos contra albinos este ano, disseram à VOA as autoridades de Milange.

Mário Macassa, administrador de Milange, contou que um homem, aproveitando a condição de polígamo e convencido por um amigo intermediário da venda, tirou o seu filho menor de casa, para o entregar num negócio de extração de órgãos.

“Um pai achou que devia vender o filho dele, uma criança recém nascida. A mãe (da criança) ao se aperceber que o marido ia buscar o grupo (de compradores) para entregar o produto (a criança) denunciou-o à polícia e foi recuperada a criança”, revelou Macassa, assegurando que os três casos deste ano ocorrem após longos meses de abrandamento de ataques a albinos.

Após a denúncia, o homem tentou fugir para o Malawi, mas acabou preso junto com o intermediário do negócio quando iam fazer a entrega da criança viva.

O rapto e o assassinato de pessoas portadoras do albinismo tinham caído significativamente em todo o país, sobretudo no distrito de Milange.

Dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da República indicam que, em 2016, houve 19 processos relacionados com casos de tráfico humano, dos quais sete tinham como vítimas cidadãos com problemas de albinismo.

Em 2015, dos 38 processos de tráfico humano, 15 tinham relação com albinos.

O rapto, perseguição e assassinatos de albinos e de pessoas calvas são motivados por crenças e superstições, segundo as quais essas pessoas são fonte de riqueza.

Conosaba/Voa