quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PÓ KA TA BIDA LAGARTU

DRA. RUTH MONTEIRO ANUNCIA QUE VAI AVANÇAR COM UMA QUEIXA NAS INSTÂNCIAS INTERNACIONAIS CONTRA O ESTADO GUINEENSE

Ruth Monteiro


Um grupo de advogados da Guiné-Bissau denunciou hoje alegados atos de agressões físicas e verbais que têm sido alvo por parte de agentes da Polícia Judiciaria, em Bissau, os quais exigem que cessem.

Em conferência de imprensa, os advogados Fernando Gomes, Ruth Monteiro e José Paulo Semedo, todos do mesmo escritório, denunciaram situações de alegadas agressões de agentes da PJ quando estavam a defender cidadãos em processos.

Em nome do grupo, Fernando Gomes, antigo ministro do Interior da Guiné-Bissau, afirmou estarem em curso no país "atitudes de autoritarismo e de total desrespeito às leis" por parte dos agentes da PJ.

Para Fernando Gomes, "é inconcebível tolerar ou aceitar" agressões de advogados no exercício das suas funções num Estado de direito democrático.

O responsável prometeu que a seu escritório irá tomar "todas as diligências necessárias" no plano nacional e internacional para responsabilizar os agressores e, se for o caso, o próprio Estado da Guiné-Bissau.

Fernando Gomes disse não ser normal que no espaço de cinco meses três advogados do seu escritório tenham sido vítimas de agressões verbais e físicas nas instalações da PJ quando estavam a defender cidadãos em processos.

Os advogados José Paulo Semedo e Ruth Monteiro explicaram situações de agressões que teriam ocorrido com os próprios. Os dois apresentaram queixas-crimes contra os agressores mas, destacaram, ainda não obtiveram respostas.

Ruth Monteiro anunciou que vai avançar com uma queixa nas instâncias internacionais contra o Estado guineense, que acusa de nada fazer para "chamar à razão" os agentes da PJ, nomeadamente o diretor, Bacari Biai, e o seu adjunto, Juscelino Pereira.

Contactada pela Lusa, a PJ da Guiné-Bissau remeteu esclarecimentos para mais tarde.

Conosaba/Lusa

EX-PM DE CABO VERDE CHEFIA MISSÃO DE OBSERVADORES DA UNIÃO AFRICANA ÀS ELEIÇÕES EM ANGOLA



O ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves vai chefiar a missão de observadores da União Africana (UA) às eleições gerais em Angola, marcadas para o dia 23 de agosto, considerando tratar-se de um "motivo de orgulho" para Cabo Verde.

"É uma missão extraordinariamente importante para Cabo Verde", sublinhou hoje José Maria Neves, à saída de uma audiência com o Presidente da República cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, a quem foi informar sobre a missão em Angola.

"Por isso, achei que o senhor Presidente da República devia, em primeira mão, conhecer os meandros desta missão e ouvir também os conselhos dele relativamente a esta missão que vou realizar em nome da União Africana", sustentou o ex-chefe de Governo à imprensa.

José Maria Neves manterá contactos com as autoridades angolanas, as candidaturas, as missões diplomáticas acreditadas em Luanda e as delegações de observadores de outras instituições internacionais.

Instado a comentar as declarações do presidente da UNITA, Isaías Samakuva, que considerou que as eleições vão decorrer sem "observadores credíveis", José Maria Neves notou que estarão presentes dezenas de observadores de várias instituições internacionais.

"Temos que encarar este processo de observação com muita serenidade e responsabilidade e todos devem trabalhar para garantir que haja eleições livres e transparentes em Angola", salientou.

Dizendo que a missão vai garantir a todos os partidos políticos e candidaturas que as "coisas funcionem", José Maria Neves lembrou que os 40 observadores da UA são de "todas as sensibilidades" e provenientes de quase todos os países do continente.

O chefe da missão africana mencionou a experiência cabo-verdiana na realização de várias eleições "com muita normalidade", considerando que o convite das autoridades angolanas é uma "homenagem" à democracia cabo-verdiana e ao povo dessas ilhas.

Além da União Africana, as eleições gerais em Angola, marcadas para 23 deste mês, vão contar com observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) enquanto a União Europeia vai enviar quatro peritos.

Cabo Verde ainda vai estar representado como observador, através de uma delegação do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

A delegação do principal partido da oposição cabo-verdiana será composta pelos vice-presidentes Rui Semedo e João Batista Pereira.

O antigo Presidente cabo-verdiano Pedro Pires, que em 2012 chefiou a missão da União Africana, também é um dos observadores outra vez, a convite do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Concorrem às eleições o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).

Conosaba/Lusa

ADVOGADOS EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E ADVOCACIA “VIOLADOS PELA POLÍCIA JUDICIÁRIA GUINEENSE”



O escritório da Tsidkenu Advogados e Jurisconsultos, numa única frente denunciaram hoje em Bissau, aquilo que se consideram de “graves violações dos direitos humanos, agressões físicas e verbais contra os advogados José Paulo Semedo, Ruth Monteiro e Delzito, perpetuados recentemente pelos responsáveis máximos e agentes da Polícia judiciária guineense nas suas instalações, em Bissau”. 

A organização insta às autoridades para uma investigação profunda de modo a conduzir os seus autores a justiça e colocá-los fora da PJ. 

Fernando Gomes antigo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos advogado de profissão denunciou que o advogado “Delzito” foi agredido fisicamente por um agente da PJ de nome Viriato Ndú e expulso das instalações da Polícia Judiciária, a quando da defesa do seu constituinte.

Por seu turno, José Paulo Semedo assegurou que três dos seus clientes foram detidos de forma ilegal nas celas de PJ e, um deles por recusar assinar autos de declaração.

“Agente da PJ deturpou os autos de declaração com tentativa de pegar o declarante, mas esse descobriu recusou assinar a declaração. Eu na qualidade do advogado ao intervir me expulsaram da sala, a mando do inspetor da PJ, Braima Sané” diz Paulo Semedo.

Na mesma dinâmica, Francisco Conduto de Pina, passou algumas horas nas prisões da PJ. Conforme Ruth Monteiro, advogada, pelo fato de afirmar que Conduto de Pina é deputado vitalício, que não há mandado, não há crime, não há flagrante delito, o policial da PJ zangou-se com ela disse-lhe que está a perturbar. Reagiu com gritos arrastando-lhe fora das instalações da PJ, com torturas físicas, ferimentos e palavras obscenas na tentativa de defender o seu cliente. Pelo que, ameaça tentar uma ação judicial contra o Estado da Guiné-Bissau, já que os responsáveis da PJ desobedeceram a notificação judicial, perante tratamentos degradantes contra a sua pessoa.

“O Dr. Juceline, para ocupar a função do diretor Nacional da PJ deveria saber que em termos da lei é possível embargar uma obra, não pode deter ninguém domingo a tarde sem mandato de detenção e sem que haja em flagrante delito. Isto é ilegal e inaceitável”. Defendia advogada Ruth.Ruth Monteiro adiantou que as autoridades do país que deveriam proteger os cidadãos são aquelas que ofendam e atacam os cidadãos publicamente cometendo atrocidades que se entendem.

O encontro foi assistido por algumas vítimas.

Conosaba/Notabanca


SOCIEDADE CIVIL CONGREGAVA 171 ORGANIZAÇÕES ESTÁ REDUZIDA A MENOS DE 50 E VIVE EM CRISE



O ciclone da crise politica fustiga tudo e todos no país.

O congresso electivo do Movimento Nacional da Sociedade Civil, na Guiné-Bissau, não tem data marcada, depois de uma acção judicial interposta por um dos candidatos à liderança da organização que viu a sua lista excluída pela Comissão Organizadora. 

Previsto para os finais do ano passado, o congresso foi adiado e deu caminho a um debate sobre o que tem sido o papel da sociedade civil guineense.

Criado em 1999, o Movimento Nacional da Sociedade Civil, estrutura que, inicialmente, congregava 171 organizações, está reduzido na actualidade a menos de 50.

Muitos consideram que a sociedade civil está longe de exercer papel que deve desenvolver. Diz VOA

Tânia Pereira, activista cívica, considera, no entanto, que é a sociedade civil que tem vindo a dar respostas em muitas situações.

"Em grande parte é ela que tem estado a dar resposta aos problemas da população a nível da saúde, de suade e outros. Com o Estado numa situação complexa há mais de 20 ou 30 anos, é a sociedade civil que está a tentar dar esta resposta", defendeu Pereita.


Por seu lado, para o sindicalista Luís Nancassa, um dos membros fundadores do Movimento Nacional da Sociedade Civil, a organização deixou de desempenhar o seu papel.

"Hoje, não vale a pena chamá-la de sociedade civil porque não joga este papel. A nossa sociedade perdeu o norte. Ela está dividida", diz.

Tânia Pereira considera, pelo contrário, "que a sociedade civil que está a trabahar, através dos grupos de mulheres e dos jovens. São eles que estão a sentir directamente as dificuldades das populações e tentar, por vários, meios dar respostas a estas dificuldades".

Nancassa insiste em afirmar que o Movimento Nacional da Sociedade Civil guineense desviou-se dos objectivos que motivaram a sua criação.

Contudo, acredita que "se encontrarem a pessoa ideal, idónea e que tenha a coragem de se afirmar como um elemento da sociedade talvez conseguiremos ter uma sociedade civil à altura".

Conosaba/Notabanca

«FUGO DI MUNTUDU!» BISSAU: 'TUK TUK YREMU', CAU CALA...NÓ KA SIBI SI PA BEM, BÓ CONTANU!



És dias Bissau sta muito calado, céu tindji mas nó ka sibi si tchuba na tchubi!

Fugo di muntudu, fumo na sai, fogo bás!

Povo cansa dja hy manga di anus di sufrimentu...nó caten obrigação de gosta di n'utru, mas nó tem cu ntindi n'utru pa bem di Guiné-Bissau!

Pate Cabral Djob (Fidju di homi garandi)

SECRETÁRIO-GERAL DA ONU APELA AO COMBATE AO RACISMO E À XENOFOBIA


O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou na terça-feira ao combate ao racismo e à xenofobia na sequência dos incidentes ocorridos no fim de semana em Charlottesville (Virginia, Estados Unidos).

Guterres, que não é muito ativo nas redes sociais, publicou uma mensagem com esse apelo na sua conta oficial no Twitter pouco depois de uma polémica conferência de imprensa protagonizada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova Iorque.

"O racismo, a xenofobia, o antissemitismo e a 'islamofobia' estão a envenenar as nossas sociedades. Devemos combatê-lo. Sempre. Em qualquer lugar", assinalou o diplomata português.

A mensagem, que não fez referência a Trump nem a ninguém em particular, foi publicada pouco depois das mais recentes declarações do Presidente norte-americano sobre os incidentes na cidade de Charlottesville.

Trump defendeu, na terça-feira, a sua controversa posição inicial sobre a violência em Charlottesville, numa manifestação racista, afirmando haver erros dos dois lados.

"Penso que há erros dos dois lados", disse Donald Trump, referindo-se aos membros de extrema-direita que convocaram a manifestação e aos manifestantes que lá se reuniram para os denunciar no passado sábado.

Trump questionou se os dois lados não tiveram responsabilidade sobre o que aconteceu e ao mesmo tempo que condenava os neonazis afirmava que nem todos os que estavam no local eram neonazis ou supremacistas brancos.

Numa primeira reação ao caso, Trump classificou como "terríveis" os acontecimentos em Charlottesville, mas sem mencionar de forma direta os supremacistas brancos que tinham convocado a marcha, entre eles David Duke, ex-líder do KKK (Ku Klux Klan, movimento de supremacia branca), e vários elementos que exibiam símbolos relacionados com o regime nazi.

A Casa Branca sentiu a necessidade de esclarecer no domingo que o Presidente condenava "todas as formas de violência, intolerância e de ódio" e "todos os grupos extremistas", incluindo os movimentos associados à supremacia branca.

No sábado, em Charlottesville, um jovem supremacista branco, James Fields, matou uma mulher ao lançar o seu carro contra participantes num protesto antirracismo. O ataque com o carro matou Heather Heyer, de 32 anos.

Fields, descrito por um antigo professor de liceu como um admirador de Adolf Hitler e da Alemanha nazi, foi acusado de homicídio em segundo grau (intencional, mas não premeditado).

Conosaba/Lusa

terça-feira, 15 de agosto de 2017

MENINA NEIA & DJIDJI DI MALAIKA CAMINHO MEDUNHO

«ADIAMENTO DE CONGRESSO» SOCIEDADE CIVIL GUINEENSE EM CRISE



O congresso electivo do Movimento Nacional da Sociedade Civil, na Guiné-Bissau, não tem data marcada, depois de uma acção judicial interposta por um dos candidatos à liderança da organização que viu a sua lista excluída pela Comissão Organizadora.

Previsto para os finais do ano passado, o congresso foi adiado e deu caminho a um debate sobre o que tem sido o papel da sociedade civil guineense.

Criado em 1999, o Movimento Nacional da Sociedade Civil, estrutura que, inicialmente, congregava 171 organizações, está reduzido na actualidade a menos de 50.

Muitos consideram que a sociedade civil está longe de exercer papel que deve desenvolver.

Tânia Pereira, activista cívica, considera, no entanto, que é a sociedade civil que tem vindo a dar respostas em muitas situações.

"Em grande parte é ela que tem estado a dar resposta aos problemas da população a nível da saúde, de suade e outros. Com o Estado numa situação complexa há mais de 20 ou 30 anos, é a sociedade civil que está a tentar dar esta resposta", defendeu Pereita.

Por seu lado, para o sindicalista Luís Nancassa, um dos membros fundadores do Movimento Nacional da Sociedade Civil, a organização deixou de desempenhar o seu papel.

"Hoje, não vale a pena chamá-la de sociedade civil porque não joga este papel. A nossa sociedade perdeu o norte. Ela está dividida", diz.

Tânia Pereira considera, pelo contrário, "que a sociedade civil que está a trabahar, através dos grupos de mulheres e dos jovens. São eles que estão a sentir directamente as dificuldades das populações e tentar, por vários, meios dar respostas a estas dificuldades".

Nancassa insiste em afirmar que o Movimento Nacional da Sociedade Civil guineense desviou-se dos objectivos que motivaram a sua criação.

Contudo, acredita que "se encontrarem a pessoa ideal, idónea e que tenha a coragem de se afirmar como um elemento da sociedade talvez conseguiremos ter uma sociedade civil à altura".

Conosaba/Voa

GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU AGUARDA DESBLOQUEIO DO PARLAMENTO PARA RATIFICAR PROTOCOLO DO TRIBUNAL AFRICANO DOS DIREITOS HUMANOS


O ministro da Presidência do Conselho de Ministros guineense, Soares Sambu, garantiu hoje que assim que a situação de bloqueio do parlamento for ultrapassada a Guiné-Bissau ratificará o protocolo do Tribunal Africano dos Direitos Humanos. 

«Tão cedo quanto possível e logo que a situação de bloqueio do parlamento seja ultrapassada, o país procederá à ratificação do protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e do Povos relativo ao Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos», afirmou o ministro guineense. 

Soares Sambu falava em representação do primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, na abertura de um seminário, organizado pelo Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos, para sensibilizar as autoridades guineenses a ratificar o protocolo, que permite o acesso das organizações não-governamentais e indivíduos aquele órgão judicial da União Africana.

«O nosso país tem estado a fazer um esforço no sentido de criar condições necessárias para a garantia da efetivação dos mecanismos de proteção dos direitos humanos consagrados na Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos», garantiu o ministro.

Segundo Soares Sambu, a Guiné-Bissau reconhece que a criação do tribunal reforçou a proteção e promoção dos direitos humanos.

O Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos foi criado em 2006.

Dos 55 estados-membros da União Africana, apenas 33 ratificaram o protocolo e somente oito submeteram a declaração de aceitação de competência do Tribunal, que permite o acesso das organizações não-governamentais e dos indivíduos aquele órgão judicial.

O atual Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta, o que levou a um bloqueio dos trabalhos no parlamento do país.

O impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso.

Conosaba/Notabanca;

«FOTOS» ONTEM, PRESIDENTE DA REPUBLICA RECEBEU A MISSÃO DO TRIBUNAL AFRICANO DOS DIREITOS HUMANOS


Audiência com a Missão do Tribunal Africano dos Direitos Humanos da União Africana.







“RISCOS E AMEAÇAS DA SEGURANÇA DE AVIAÇÃO CIVIL E A PROTEÇÃO DOS PASSAGEIROS AÉREOS” EM DEBATE EM BISSAU



Durante quatro dias, Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau e os parceiros estão mobilizados na “1ª Jornada Nacional de Sensibilização sobre Riscos e Ameaças de Segurança de Aviação Civil e a Proteção dos Passageiros Aéreos.”

Encontro de Bissau junta, Membros da Sociedade Civil, militares e para militares e parceiros da Aviação Civil.
Ao presidir o ato, o ministro dos Transportes e Comunicações exortou aos agentes da Aviação Civil que dispõe de missão permanentemente de praticar a “Arte de Bem Receber e Servir”.

Com o efeito, Fidélis Forbs disse esperar que o encontro de Bissau traga resoluções importante em prol do desenvolvimento das atividades aeroportuárias, que visam modernizar o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau e, de modo a ser cobiçado por mais companhias aéreas internacionais.

“Receber com segurança, servir com qualidade e controlar. Por isso a vossa missão deve também ser aquela de quotidianamente zelar pelo bom funcionamento do aeroporto de Bissau,” aconselhou o governante.

A ocasião serviu para Fodé Carambá Sanhá, presidente da Associação dos Consumidores e Bens de Serviços (ACOBES) desvendar que os passageiros aéreos são fustigados pelos serviços ineficientes das companhias aéreas, as vezes abandonados a sua sorte e cancelamento dos voos sem aviso prévio provocando prejuízos aos passageiros.

A jornada termina quinta-feira com um pacote de resolução para a melhoria de qualidade de serviço das companhias aéreas no Aeroporto de Bissau.

Conosaba/Notabanca




LUTA POR DIREITOS DA MULHER CONTINUA NOS PALOP

A moçambicana Nzira de Deus (à direita) durante evento em Florianópolis, Brasil


Militantes do movimento feminista dos países africanos de língua portuguesa aplaudem avanços, mas destacam problemas como a violência contra a mulher e a pequena participação das mulheres na política.

Com nomes proeminentes como o da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, o feminismo africano tem sido projetado mundialmente. Nos países africanos de expressão portuguesa, as mulheres também têm trabalhado para garantir avanços nas leis e nas políticas públicas e para consciencializar a sociedade para os seus direitos.

Nzira de Deus, coordenadora do Fórum Mulher de Moçambique, uma rede que articula 85 organizações de mulheres do campo e da cidade, conta que, após conquistarem o direito ao património familiar em caso de separação ou viuvez com a Lei da Família em 2004, a penalização da violência contra mulher em 2009 e a despenalização do aborto em 2014, as moçambicanas agora tentam garantir o direito à herança.

"O lugar colocado pela mulher na estrutura de recebimento da herança é lá para o fim: depois dos pais, depois dos irmãos. E a família africana é muito grande. Geralmente, quando chega o momento da mulher receber, já não ficou quase nada", diz Nzira de Deus.

Para Graça Samo, a coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres em Moçambique, problemas como a mortalidade materna e infantil e as fístulas obstétricas, derivadas de problemas no parto, afetam gravemente a vida das mulheres. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) do país, morrem aproximadamente 400 mulheres em cada 100 mil nascimentos. Número elevado comparado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas: 70 mortes em 100 mil. Sobre as fístulas obstétricas, faltam estatísticas precisas, mas especialistas estimam que cerca de 75 mil mulheres foram prejudicadas pelo problema, na sua maioria jovens com menos de 30 anos.
Ativistas da Marcha Mundial das Mulheres, no Brasil

Em Angola, a advogada e ativista Florita Telo, co-fundadora do coletivo feminista angolano Ondjango, levanta ainda outros problemas como a violência doméstica, a violência sexual contra menores e a violência policial contra as zungueiras (vendedoras ambulantes). Uma vitória recente do movimento de mulheres angolanas foi a suspensão do excerto da reforma do Código Penal relativo ao aborto.

Através da pressão realizada pela Marcha das Mulheres Pela Despenalização do Aborto (MMDA), em março deste ano, as mulheres conseguiram que o Parlamento recuasse na proposta. Nela, estava o objetivo de penalizar, com até 10 anos de prisão, mulheres que interrompessem voluntariamente a gravidez, e a retirada das exceções que permitiam o aborto na lei atual - como gravidez resultante de violação sexual, risco à vida da mãe e má formação fetal.

Participação política

As mulheres também lutam pela participação na política. A Plataforma Política das Mulheres, da Guiné-Bissau, é uma das estratégias utilizadas para conquistar espaço no âmbito político. A ex-ministra da Saúde e da Educação do país, Odete Semedo, uma das idealizadoras do projeto que já está no ativo há oito anos, fala dos seus objetivos: "O paradigma que se estabeleceu é lutar para que a mulher consiga ascender à esfera de decisão. Como isso não está a acontecer ainda, a plataforma está a exigir agora uma quota de 40% para a participação das mulheres".

Em Moçambique, segundo Nzira de Deus, a participação equitativa das mulheres no quadro dos partidos é algo difícil de ser alcançado. "Nós almejamos alcançar um equilíbrio igualitário de 50%, mas agora estamos com cerca de 37% de representação de mulheres em posição de tomada de decisão. Contudo, ao nível da base, das províncias e dos distritos, a participação ainda é muito fraca, com cerca de 8 a 12 %", afirma a moçambicana.

Mudança estrutural

Segundo Graça Samo, para haver uma melhoria efetiva na condição de vida das mulheres, é preciso uma mudança estrutural na sociedade, para além da alteração das leis e da participação das mulheres nas instâncias de poder. "A possibilidade de implementar essas leis fica muito reduzida porque os recursos são orientados para o investimento do grande capital, para os grandes projetos. E não necessariamente para aquilo que são as necessidades básicas das comunidades", alerta.

Essa mudança, de acordo com Graça Samo, deve passar por um resgate histórico. "Ninguém ainda fez um processo de resgate do que o colonialismo destruiu. Pelo contrário, tentamos tapar o sol com a peneira, como se o colonialismo tivesse só feito coisas boas", declara.

A situação de África num contexto global também é recordada por Florita Telo, ao falar da importância de superar estereótipos: "Todas nós somos mulheres africanas e todas nós estamos dentro de um tipo de estereótipo que se criou sobre nós". Florita afirma que é necessário que haja união "não somente para lutar contra esse estereótipo, mas para afirmar que nós temos voz, que nós estamos aí, que nós existimos."

SER MULHER NA GUINÉ-BISSAU SIGNIFICA VIDA DURA

Primeira a acordar, última a ir dormir

No campo, uma mulher trabalha a dobrar. Costuma acordar antes dos restantes membros da família e é a última a deitar-se no final do dia. São as mulheres que têm de caminhar até à mata para procurar lenha e água, às vezes em zonas de difícil acesso, a vários quilómetros da aldeia, como nesta fotografia na vila de Quinhamel, na região de Biombo, no norte da Guiné-Bissau.


Conosaba/www.dw.com

SENEGAL: CONFIRMADA VITÓRIA DA COLIGAÇÃO NO PODER NAS LEGISLATIVAS

COLIGAÇÃO SENEGALESA LIDERADA POR MACKY SALL CONFIRMADA VENCEDORA DAS LEGISLATIVAS


Dakar - O Conselho Constitucional do Senegal confirmou oficialmente a vitória esmagadora da coligação no poder nas eleições legislativas de 30 de Julho, com 125 deputados dos 165 assentos, segundo os resultados oficiais divulgados nesta terça-feira pela agência senegalesa de informação APS.

As coligações da oposição, a do ex-presidente Abdoulaye Wade e a do governador de Dakar Khalifa Sall, obtiveram respectivamente 19 e sete lugares.

No total, 14 partidos estarão representados pela primeira vez no parlamento com 15 deputados representantes dos senegaleses na diáspora.

A taxa de participação atingiu 53,66% dos 6,2 milhões de eleitores registados.

Conosaba/angop

GUINÉ-BISSAU E PMA FARÃO DA NUTRIÇÃO DISCIPLINA OBRIGATÓRIA NAS ESCOLAS EM 2018

Foto: PMA


Agência da ONU também anunciou agosto como mês do aleitamento materno; regime é fundamental para o crescimento saudável das crianças.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, e o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação, Indi, decidiram fazer da educação nutricional parte do currículo escolar guineense.

A informação foi avançada pela Representante Residente do PMA na Guiné-Bissau à ONU News. Segundo a agência, 2018 é o horizonte temporal para o início da implementação da iniciativa.

Dieta Alimentar

Kiyomi Kawaguchi falou à ONU News no âmbito das atividades em curso para promover o aleitamento materno durante todo o mês de agosto. Ela realçou a importância no combate à malnutrição crónica no país. Para ela, as práticas de alimentação que vigoram na Guiné-Bissau têm pouca base nutritiva, o que deve-se à falta de conhecimento.

"Arroz é um alimento importante, todos gostam, se não tiver arroz tem problemas. Mas arroz só não é suficiente, tem que combinar com feijão, legumes, peixe, carne, leite. Quanto maior a variedade mínima, quatro grupos de alimentos, menor as possibilidades de malnutrição. Tem que ter vitaminas, minerais, proteínas animais e vegetais todos são importantes e tem que combinar todos os dias".

Reforço de capacidades

Ainda no quadro do mês de aleitamento materno, o Programa Mundial de Alimentação treinou cerca de 40 jornalistas na matéria de nutrição e insegurança alimentar. O seminário, com foco no mandato da agência, habilitou os jornalistas com informações relevantes, tornando-os mais qualificados para lidarem com assuntos do PMA.

Para Kiyome Kawaguchi, a formação está alinhada às prioridades do país em investir no capital humano e visa promover uma ampla difusão das boas práticas de alimentação junto das comunidades. A ideia é arrancar o mal pela raiz combatendo a malnutrição. Segundo ela, o aleitamento materno exclusivo pode ser um bom ponto de partida. 

"Amamentação exclusiva durante os primeiros seis meses é chave para as crianças crescerem saudáveis. Leite materno não só tem todas as nutrições necessárias para o crescimento, mas também a imunidade. As crianças amamentadas exclusivamente têm catorze vezes mais possibilidades de não pegar enfermidade.

Dados oficiais dão conta que problemas de malnutrição crónica afetam mais de um quarto da população da Guiné-Bissau, ou seja 27 % e uma, em cada quatro crianças guineenses, sofre de malnutrição alimentar.

Conosaba/Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News.

«PRIMEIRA-DAMA» GRACE MUGABE AGRIDE E ENTREGA-SE À POLÍCIA SUL-AFRICANA



A primeira-dama do Zimbabwe, Grace Mugabe, entregou-se hoje às autoridades policiais sul-africanas, depois de ter agredido uma jovem em Sandton, zona privilegiada de Joanesburgo.

A televisão sul-africana eNCA reporta que Mugabe agrediu, no fim-de-semana, uma jovem com um cabo de extensão, tendo provocado ferimentos na cabeça e no corpo.

O ministro sul-africano do Interior, Fikile Mbalula, confirmou à imprensa que Grace Mugabe apresentou-se voluntariamente às autoridades.

Antes, a jovem agredida apresentara uma queixa numa esquadra de Morningside.

Prevê-se que Mugabe seja ouvida em tribunal ainda hoje, 15 de Agosto.

O incidente terá ocorrido num hotel de Sandton, onde Mugabe esteve hospedada com os seus dois filhos.

O partido no poder no Zimbabwe confirmou o incidente, mas, segundo a imprensa sul-africana, afirma que Grace é que foi agredida por provocadores.

Grace Mugabe, 52 anos de idade, tem se esforçado para substituir o seu marido Robert Mugabe, 93 anos de idade, no poder desde a Independência do Zimbabwe, em 1980.

Conosaba/Voa

«UM CONTO» OS TRÊS IRMÃOS: O SANGUINÁRIO FICOU EM BISSAU E OS DOIS FORAM PARA GÂMBIA E SENEGAL!



Quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto!

Se é Verdade ou Mentira, não sei... estou a contar tal e qual como me contaram!

Foi contado por um Guineense (apelido 'Turé') no Porto na presença de 10 pessoas!!

Era uma vez: três irmãos verdadeiros, um sábio, um rico, e um sanguinário!

Depois da guerra de Kansala, dividiram-se: O Sanguinário (Mau) ficou pelo nosso querido:país, O Sábio foi para Gânmbia e o Rico foi directamente para Senegal!

Dizem que: Por tudo isso, o nosso país esta como está!!!

Caros compatriotas, devemos juntar todos( e caçar este sanguinário e esganá-lo até a morte! 

Reino de Gabu
O reino ou império de Gabú , Kaabu , Ngabou ou N'Gabu era um Estado mandinga da África Ocidental que ocupou terras do que é hoje a Guiné-Bissau e Senegal entre 1537 e 1867 . Gabu era originalmente uma província do Império do Mali, que ganhou a independência graças ao declínio do poder central.
Segundo avançou século XVI do Império Mali em declínio, estava perdendo a maior parte de suas províncias, para a redução de seu tamanho para cobrir pouco mais do que a terra original do império mandinga que eles criaram. As províncias, incluindo Gabu, tornou-se independente, dando origem a novos reinos independentes. Gabu ganhou a independência em 1537, proclamando-se rei ( Kaabu Mansaba ou Farim Kaabu ) Sama Koli , que governou Gabu delegado provincial e era neto de Tiramakhan Traore . O novo estado manteve a herança cultural do Mali. Uma manifestação disso é que os governantes de Gabu baseado o seu direito de liderança em sua relação histórica com o Império Mali.
Gabu mantido relações com os europeus, particularmente o Português, que manteve o comércio de escravos.

O poder do império começou a declinar no início do século XIX. Naquela época, a etnia Fula, convertido para o Islã, começou a lidar com os países não-muçulmanos da África Ocidental. Em 1867 um de seus reinos, Futa Tooro, chamado de jihad que atacou Gabu, chamada guerra Kansala. Forças islâmicas sitiada Kansala o capital para 11 dias, no que é conhecido como batalha Kansala, após o qual o fogo. O fogo matou o último governante independente de Gabu, assim como muitas pessoas, tanto os defensores e atacantes. Depois da batalha, o reino de Fouta Djallon, um dos geral foi responsável por sitiando Kansala, Gabu anexada como um estado vassalo para a abolição completa do reino de Portugal, que ocorreu na virada do século entre o século XIX e XX.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ADVOGADO PEDE ARQUIVAMENTO DO PROCESSO DE JÃO BERNARDO VIEIRA PORTA-VOZ DO PAIGC

Dr. Carlos Pinto Pereira

O advogado de João Bernardo Vieira instou hoje em Bissau, às instâncias judiciais para o arquivamento do processo do seu constituinte, por estar fora de prazo legal.

“O tempo estabelecido por lei sobre o processo de inquérito terminou, o Ministério Publico não pode prosseguir com o processo em causa devido a decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Estou confiante na absolvição do meu cliente”, assegurou o advogado Pinto Pereira.

Em conferência de imprensa, Carlos Pinto Pereira reagiu com satisfação a decisão do plenário do Supremo Tribunal de Justiça que votou por unanimidade contra aquilo que se chama de “normas que estavam a ser aplicadas injustamente contra o dirigente do PAIGC, João Bernardo Vieira”.

No entender do advogado Pinto Pereira, houve “aplicação abusiva por parte do Ministério Público de normas previstas do Código do Processo Penal (CPP) ”, isto numa clara alusão ao antigo Primeiro-ministro, Carlos Correia que foi bloqueado no aeroporto de Bissau, humilhado e impedido de viajar ao estrangeiro sem ser ouvido nas instâncias judiciais e muito menos notificado para o efeito.

Carlos Pinto Pereira não afasta o caso como uma perquisição politica. Mas deixa claro que os valores fundamentais e liberdades consagrados na Constituição da República da Guiné-Bissau estão sendo postos em causa por órgão detentor de Ação Penal, o Ministério Público. Contudo, o advogado garante que o seu cliente, João Bernardo Vieira está com moral bastante sossegada para continuar a luta para a reafirmação dos valores democráticos e desenvolvimento, do país.

Perante o “imbróglio judicial”, Como um cidadão comum pode acreditar na justiça quando os fóruns judiciais se divergem na tomada de decisão e na interpretação das leis?
Supremo Tribunal de Justiça enquanto Corte Suprema da Justiça, delibera sobre uma matéria o Ministério Público, órgão detentor da Ação Penal diz outra coisa!? “Absurdo!”
A ver vamos mais um “episódio estranho” no fórum judicial.

Conosaba/Notabanca

KANSALA: O EMBRIÃO DO PODER MANDINGA NA GUINÉ-BISSAU

Reprodução da série Roots, que conta um pouco da cultura mandinga



exto escrito a partir de áudio do artista mandinga Lalo Kebba Drammeh e de conhecimentos sobre a cultura do autor Calido Mango.

A África é um continente conhecido pela enorme quantidade de impérios e etnias estruturadas politicamente e com organização social que respeita as realidades nativas. A etnia mandinga é um dos grupos que, desde muito cedo, consolidou o poder como um Estado tradicional africano.

Em 1537, os Mandinkou ou Mandinkaa, provenientes do império do Mali, invadiram a Senegâmbia e fundaram o Império de Kaabu, também conhecido como Ngabou ou N’gabu. Esse império era considerado um Estado Mandiga na África Ocidental naquela época e a amplitude territorial abarcava partes dos atuais territórios da Guiné-Bissau e do Senegal, uma região conhecida como Senegâmbia, que tinha como capital Kansalá, que ficava na província leste da atual Guiné-Bissau. (DJOP, 2013)

Kaabu era uma província do império do Mali, confederação de dois reinos vassalos de Dó e Kri, provavelmente eram dois primos (Dó e Kri são nomes das pessoas, os reinos dessas pessoas também eram chamadas do mesmo jeito). A região foi denominada Império do Mali pelos Djalis Mandé (cantores mandinga) e tornou-se independente após o declínio do poder central no século XVI, constituindo assim, um Estado autônomo com poderes próprios e governado por um Mansa (rei) chamado Sama Koli conhecido como Kaabu Mansabá ou Farim Kaabu, neto de Tiramankhan Traoré. O estado Mandé de Kaabu, apesar de não pertencer mais ao Império do Mali, manteve a sua herança cultural.

Os mandinkaas organizaram a sua sociedade étnica estruturando-a politicamente durante mais de três séculos e exerceram o poder cultural sobre todo o território de Kaabu. Eles confiavam os poderes divinos aos Djalans (forças dos seus ancestrais) espalhados pelas quatro principais cidades do império – Kankelefá, Kabintum, Kansalá e Samakantentensuto. As três primeiras eram as principais cidades natais dos Mansas que governaram o império de Kaabu durante esse período.

A estruturação social era dividida entre Kóntôn’nu, Kordalu e Kabílôlu. Os ferreiros, cantores e caçadores também eram muito importantes na hierarquia social Mandinkaa desde o início do império.

Kóntôn’nu são sobrenomes das diferentes famílias que faziam parte do Império; Kordalué a junção das famílias de diversos sobrenomes que constituíam um laço de vizinhança como se fossem famílias de raiz. Kabílolu são gerações que compunham o império. Durante esse período houve vários reinos como Mama Cadi Sani, Mansa Bacari e Kan’murunmurun kantundan’na e o Mansa Mama Djankè Wali.

Segundo o artista e conhecedor da cultura mandinga Lalo Kebba Drammeh, Wali foi um rei Mandinkaa famoso pela valentia e bravura e muito querido pelo seu povo. Nasceu na cidade de Kabintum (dentro do império) e quando chegou a sua vez para subir de governar Kaabu, teve que ser aprovado pelos quatro principais Djalans em diferentes cidades do império. Era um ritual que todos os Mansas faziam antes de chegar ao trono.

Esse ritual foi acompanhado pelos mestres Mandinkaa, sábios das diferentes dinastias e as pessoas comuns sob cânticos da honra e fidelidade a um Mansa. Hoje, os rituais dos Djalans não existem na etnia Mandinkaa devido à islamização desta etnia.

Mapa com Mansa Musa

No inicio do século XIX, o império Mandinkaa se envolveu numa divergência com a etnia Fula que já se encontrava islamizada e começou a fazer contato com os territórios não-muçulmanos que habitavam a África Ocidental. Em 1867, um reino Fula chamado Futa Tooro, desencadeou uma guerra contra o império Mandinkaa por dois motivos:

1- dominar os Mandinkaa obrigando-os a pagar Námô (imposto);

2- iniciar uma Jihad contra o império de Kaabu com o propósito de convertê-los em muçulmanos. Esta batalha foi conhecida literalmente como a “Guerra de Kansalá”, mas a denominação Mandinkaa atribuída a essa batalha foi Turbam kelò, que significa “a guerra do fim da geração”.

A batalha

As forças islâmicas fulas sitiaram a capital Kansalá durante 11 dias numa batalha tensa. O exército do Mansa Djankè Wali enfrentou os fulas para salvar o império. Havia batalha em diversas frentes nas diferentes cidades do império, mas os fulas conseguiram dominar várias cidades porque seu exército era mais numeroso do que o dos Mandinkaa. Quando chegaram à capital do império, onde residia o Mansa, não conseguiram ultrapassar a grande cerca que protegia a entrada. Ficaram por alguns dias no exterior do Kansalá enquanto estudavam as estratégias para controlar o exército do Mansa.

Na madrugada do décimo primeiro dia, abriram novas ofensivas contra Kansalá, intensificaram as trocas de tiro entre os exércitos com armas de fogo até o final da tarde do mesmo dia, numa altura em que o exército do Mansa Mandinkaa viu-se fragilizado pela falta da munição e não conseguiu enfrentar a força do exército inimigo e evitar a captura do Mansa, que deu ordem aos seus guarda-costas para atear fogo sobre o resto de pólvora e incendiarar o Kansalá.

Morreram o Mansa, o resto do seu exército e a população que se encontrava na capital. O Mansa preferiu acabar com o seu reinado de forma heróica e evitar assim uma captura para não ser tornar num escravo ou prisioneiro do exército inimigo. Dessa forma, chegou ao fim o histórico império de Kaabu.

Nos dias atuais, a cidade de Kansalá é um pouco afastada do centro da cidade de Gabú, mas ainda é possível ver vestígios que simbolizavam a grandeza e a estruturação da capital desse império.

Calido Mango é estudante graduado em Humanidades pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB, Campus dos Malês, BA.

Considerado uns dos maiores tocadores de kora, Lalo Kebba Drammeh foi um artista e conhecedor da cultura mandinga nascido em Kwenela. 

Referências:

DRAMMEH, Lalo Kebba. in: Kaabu Histoire. Disponível aqui

https://www.youtube.com/watch?v=Mh3Ve1qVw98&feature=share

DJOP, Pate Cabral, Os três irmãos: o sanguinário ficou em Bissau e os dois foram para Gâmbia e Senegal. 2013.

Por Calido Mango, Por dentro da África



«UM CONTO» OS TRÊS IRMÃOS: O SANGUINÁRIO FICOU EM BISSAU E OS DOIS FORAM PARA GÂMBIA E SENEGAL!


Quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto!

Se é Verdade ou Mentira, não sei... estou a contar tal e qual como me contaram!

Foi contado por um Guineense (apelido 'Turé') no Porto na presença de 10 pessoas!!

Era uma vez: três irmãos verdadeiros, um sábio, um rico, e um sanguinário!

Depois da guerra de Kansala, dividiram-se: O Sanguinário (Mau) ficou pelo nosso querido:país, O Sábio foi para Gânmbia e o Rico foi directamente para Senegal!

Dizem que: Por tudo isso, o nosso país esta como está!!!

Caros compatriotas, devemos juntar todos( e caçar este sanguinário e esganá-lo até a morte! 


Por: Pate Cabral Djob

«POESIA» TALIBÉ DE CANTCHUNPÉ" - ELCABRAL ELCITO


Bo tchomam talibe de cantchunpe n'bim num prito ala na bai num prito, susudadi ku kubri nha alma tchom i nha gasadju, nha kaneka kuta intchim stango.

Sol ta limbi kadir, i pista sereno pa i serena, tchuba bofotia i pista lua pa i mima... Es ki nha mantenha de pruntasku na nha nocentasku malgos suma fel de baka.

Bo tchomam talibe de cantchunpe, nha força i na kaneka, danadessa de bramu kabas podri na kabessa. Anta de!

Bo tchomam talibe de cantchunpe, flanu na ronka ku kuru di si kabelo
Limbida na iagu salgadu fertcham na Ilha de casabi
Figa canhota, n'ta Bssau i sim?
N'oroto tras di nhonhinho ilha rek. Safrai!

Nha talibe de 150 fca, fidalgo de corson nocente
Koitadi! flano i turbada de mis de Oitubro
Darma iagu na batente de porta ina fria suma iagu de simola di casa garandi

Nha talibe de cantchunpe, bu pensa n'durmi disna ku bai fanado na Ilha? Nha kudadi i nha polom de sombra ku kai, nes ratina de Sol ku radjda de turbada ku na kaba na bu kabessa

Nha talibe de cantchunpe, i minino di kriason
Ku fadjadu de sadjo i kalsadu darnako pa ilha, porki amontom ka kunsi dur di si tarbadju
Nha talibe, ika tem kil ku sta bas de kala di kabelo ku karanga ka sibi boooo
Ntindiu dritu, dum di fomi ka tem sentido

Nha talibe serkadu na beku de Bsau, dixa elis kallaaa, elis i boka ku naris 
Ala ina bai pa caminho di ilha, sim kamissa na curpo, ku kalson rumpidu na bunda
Ora ku maré na riba buta mandam rekadu
N'misti sibi ki noba de nhu!

Paris, 2017



PM GUINEENSE, GENERAL UMARO SISSOCO EMBALÓ RECEBEU ESTA MANHÃ O TRIBUNAL AFRICANO DOS DIREITOS HUMANOS NO SEU GABINETE



Uma delegação do Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos iniciou hoje uma visita à Guiné-Bissau para encontros com as autoridades e dará conhecer o papel da instituição.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, durante a sua estada em Bissau a delegação vai ter encontros com o chefe de Estado, José Mário Vaz, com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.

A delegação vai estar também reunida com as autoridades judiciais guineenses e membros da sociedade civil.



REGIÕES/MANSOA - TERRA SANTA» REPORTAGEM: HABITANTES DE BARA NA GUINÉ-BISSAU PREFEREM TER FOME E CONSTRUIR ESTRADA

Foto:ANG

Chegar hoje da tabanca de Bara a Mansoa, na Guiné-Bissau, demora apenas 20 minutos de carro devido a uma estrada construída pela população, que optou por "ficar com fome", mas ter acesso à saúde e sair do isolamento.


Os 18 quilómetros distância entre Bara e Mansoa, na região de Oio, centro da Guiné-Bissau, eram na época seca percorridos em três horas.

Na época das chuvas, as pessoas ficavam isoladas e para chegar a Mansoa eram obrigadas a caminhar entre mato e bolanhas (arrozais) e a levarem uma muda de roupa para chegarem limpos à cidade.

Farto do isolamento e das dificuldades para chegar a Mansoa, Tchikng Athé teve a ideia de construir a estrada e começou a mobilizar a população.

"Isto era como se fosse uma ilha, na época da chuva.

Caem as primeiras chuvas e já não há como os carros chegarem aqui à nossa tabanca. Por isso decidimos ficar com fome (não resolver outros problemas), mas resolver o problema da estrada", afirmou à agência Lusa.

Cansado da promessa dos políticos, Tchikng Athé recordou a sobrinha, que morreu o ano passado a tentar chegar a Mansoa para ir ao médico e muitas outras mulheres grávidas que perderam a vida.

"Os carros não conseguiam chegar à nossa tabanca, era preciso carregá-las com macas improvisadas. Agora podemos dizer: Deus obrigado. Lutamos mas não acabamos, mas

agora os carros entram até à tabanca", disse, lembrando que todos são filho da Guiné-Bissau.

Em Bara já há estrada, mas ainda há dívidas para pagar aos donos da máquina e a outras pessoas de boa vontade que ajudaram a população, que contribui com cerca de 20.000 francos cfa (cerca de 30 euros) por pessoa de trabalho, as crianças e os mais velhos não pagaram.

"Agora é muito fácil andar nesta estrada, daqui até Mansoa.

Agora podes vestir boa roupa em casa, sair e apanhar o transporte na tua porta até Mansoa", afirmou.

Para concretizar a ideia de Tchikng Athé contribui Manuel Jorge Sigá, que era o antigo motorista que fazia a ligação entre Mansoa e Bara durante a época seca.

"Para fazer três carreiras (de transporte publico) num

dia, vir de Mansoa para aqui, eras obrigado a começar a viagem de Mansoa para cá às 03:00 para parar às 09:00. Levavas três horas entre a estrada principal para aqui em Bara. Três horas para vir, três horas para ir", explicou à Lusa.

Manuela Jorge Sigá foi o engenheiro e o topógrafo da estrada e quem discutiu os preços, mas sempre acompanhado pelos representantes da população.

"Não sou nem engenheiro, nem topógrafo, mas fui eu que alinhei esta estrada com as minhas mãos. É apenas uma curiosidade. Como se diz em crioulo a cabra não costuma morder (as pessoas), mas se estiver em apuros morde", afirmou.

Já o presidente do comité da tabanca de Bara, Damna Mbali, recordou as promessas dos partidos, que "falam coisas bonitas, mas que não passam disso mesmo"

"Não confiamos mais em nenhum partido, mas sim nas nossas mãos. Agora uma pessoa sai daqui e rapidamente chega à Mansoa, até uma criança vai rapidamente e volta à tabanca.

Agora a população está satisfeita, quando passa pela minha casa, ou vai a passar na estrada, diz-me sim senhor, fizeram um bom trabalho", afirmou.

Conosaba/DN


DELEGAÇÃO DO TRIBUNAL AFRICANO DOS DIREITOS HUMANOS VISITA BISSAU


Uma delegação do Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos iniciou hoje uma visita à Guiné-Bissau para encontros com as autoridades e dará conhecer o papel da instituição.


Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, durante a sua estada em Bissau a delegação vai ter encontros com o chefe de Estado, José Mário Vaz, com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, e o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

A delegação vai estar também reunida com as autoridades judiciais guineenses e membros da sociedade civil.

Na terça-feira, o Governo guineense em conjunto com o Tribunal dos Direitos Humanos e dos Povos organiza um seminário de sensibilização sobre a instituição.

«O seminário visa sobretudo fazer conhecer melhor (a instituição) junto das autoridades da Guiné-Bissau e encorajar o país a ratificar o protocolo e submeter a declaração prevista para permitir o acesso de organização não-governamentais e dos indivíduos ao tribunal», refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Durante o seminário, que vai decorrer numa unidade hoteleira de Bissau, vai também ser divulgada a jurisprudência do tribunal e a forma como se podem introduzir ações.

Conosaba/Notabanca

«INTEGRAÇÃO SUB-REGIONAL» FINANCIA CONSTRUÇÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS NA GUINÉ-BISSAU



Bissau, 14 Ago 17 (ANG) – A Guiné-Bissau vai beneficiar de 10 mil milhões de FCFA para a construção de habitações sociais, disponibilizados pela União Económica e Monetária dos Estados Oeste Africana (UEMOA). 

Um acordo para o efeito foi assinado sexta-feira, entre o presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) e o representante da UEMOA, em Bissau. 

Durante o acto, o presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) Baltazar Alves Cardoso salientou que a Guiné-Bissau integrou-se há mais de 16 anos na UEMOA, mas não tem estado a beneficiar dos fundos que a organização dispobiliza aos paises membros mediante apresentação de projectos.

Alves Cardoso acrescentou que os seus técnicos já efectuaram os estudos nos locais onde eventualmente as referidas habitações poderão vir a ser construídas.

Adiantou que o início da execução do projecto será ainda este ano, acrescentando que, se tudo correr bem até 2020, os citadinos guineenses irão beneficiar de novas habitações.
Por seu Turno, o representante da UEMOA, Georges Sehoue disse que
a comissão da UEMOA apoia-se sobre dois principais pilares da integração: q a complementaridade e a solidariedade.

“E neste quadro que a senhora Si foi dispensada pela comissão, a fim de vir avaliar as necessidades que a Guiné-Bissau, como sendo pais membro da UEMOA, precisa colmatar”, disse Sehoue.

Para o representante da UEMOA, o estado central não pode fazer tudo, por isso acredita que a iniciativa irá contribuir significativamente para a resolução de problemas de habitação.

Georges Sehoue acrescentou que a comissão da UEMOA não só vai financiar o projecto assim como vai acompanhar, através de seus técnicos, a execução do projecto. 

Conosaba/ANG/LLA/SG